O Coordenador do Núcleo Econômico da Campanha de Flavio Bolsonaro, Luiz Felipe Trevisan, apresentou nesta quarta-feira, 12, durante o VI Seminário TelComp 2026, as linhas gerais da agenda econômica que será implementada caso o filho de Jair Bolsonaro seja eleito. Entre as prioridades, está a privatização de empresas estatais da União. O que não é novidade já que esse foi o projeto do pai e do seu ministro da economia, Paulo Guedes, mas que não conseguiu ser efetivado.
Segundo Trevisan, um dos eixos estratégicos da campanha envolve a gestão de ativos da União, que hoje giram em torno de R$ 6 trilhões. A ideia do possível futuro governo de Flavio Bolsonaro é apresentar uma super PEC que permita dar mais agilidade para o processo de desestatização das estatais do governo.
O representante da campanha de Flavio Bolsonaro explicou que atualmente existem 44 empresas estatais que são de controle direto do governo e 73 de controle indireto. Trevisan avalia que das que são se controle direto do governo, menos da metade são necessárias. “Há empresas que são essenciais, como por exemplo a Caixa Econômica Federal (CEF). Mas por outro lado, não devemos ter empresas estatais do setor de telecomunicações. Vamos ver o que é estratégico para saber o que deve ser desfeito”, disse Luiz Felipe Trevisan. Ele acredita que observando todos os ativos da União, incluindo imóveis, é possível levantar R$ 500 bi para a União.
FUST para quem precisa
Trevisan lembrou que mais de 80% das pessoas têm celular, e mais de 90% das famílias possuem um aparelho de celular, mas sem planos de dados. “Diante desses recursos que já existem, vamos usar os recursos do FUST com propósito de levar conectividade para quem precisa. Isso significa usar os recursos para levar conexão para as pessoas”, disse Trevisan.
Outros eixos
Além da gestão de ativos, a proposta econômica de Flavio Bolsonaro contempla mais quatro eixos:
Nova governança do orçamento: a ideia, disse Luiz Felipe Trevisan, é ajustar o modelo de orçamento brasileiro. “O orçamento hoje é uma peça de ficção. São três poderes que lançam despesas no orçamento e um só que é responsável pelo lançamento fiscal”, disse.
A ideia é enviar uma super PEC que altere a forma de como o orçamento é gerido. Trevisan não explicou detalhes de como isso será feito.
Ajuste fiscal: Trevisan disse que a proposta de ajuste fiscal envolve corte de ajustes primários, que seriam algo em torno de R$ 200 bilhões. “Hoje temos uma máquina inchada que custa muito da União. Isso torna o estado ineficiente. Dessa forma, vamos continuar pagando imposto para manter essa ineficiência”, explicou o representante da campanha de Flavio Bolsonaro.
Ele disse que a proposta envolve criar novas formas de arrecadação e de incentivo para setores produtivos.
Governança tecnológica: neste eixo estratégico da campanha de Flavio Bolsonaro, a proposta envolve incrementar o uso de tecnologia na gestão pública. “Precisamos de uma reforma da máquina pública com tecnologia e uso de IA. É usar a tecnologia a favor do estado”, disse.
Ele também afirmou que caso eleito, Flavio Bolsonaro pretende fazer uma reforma nas carreiras do estado. “Vamos reescrever as carreiras do estado, como forma de otimizar a máquina pública e utilizar mais tecnologia nesse setor”, afirmou.




