Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (18/08) em queda de 0,27%, aos 169.640 pontos. O Ibovespa recuou 0,27%, aos 166.334,86 pontos, e completou a 11ª sessão consecutiva de queda, após chegar a superar os 168,3 mil pontos durante o pregão. No exterior, Wall Street também caiu com o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, enquanto o petróleo avançou. No Brasil, as incertezas fiscais e eleitorais e a elevação do prêmio de risco mantiveram a cautela. Bancos e varejistas pressionaram o índice, enquanto Vale e Petrobras limitaram as perdas.
Para os traders de mini-índice, a ata do Fomc e o dado final da inflação de julho na zona do euro serão as principais referências desta quarta-feira. A reação dos bancos, o desempenho de Vale e Petrobras e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio deverão indicar se o contrato encontra espaço para um repique ou acompanha o Ibovespa em uma possível 12ª queda consecutiva.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão com movimento negativo, mas ainda acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Esse posicionamento mantém aberta a possibilidade de reação, embora o contrato precise superar as resistências mais próximas para confirmar a entrada de força compradora.
Para dar continuidade à baixa, considero necessária a entrada de fluxo vendedor capaz de romper o suporte em 169.170/168.555 pontos. A perda dessa faixa poderá intensificar a pressão sobre o contrato e abrir caminho para 167.975/167.720 pontos. Em uma extensão do movimento negativo, o alvo mais longo estará em 167.325/166.340 pontos.
No sentido contrário, a retomada da alta dependerá da superação da resistência em 170.160/170.895 pontos. Confirmado o rompimento, o mini-índice poderá avançar em direção a 171.360/171.865 pontos. Acima dessa região, o objetivo mais longo estará em 172.260/173.700 pontos.
No gráfico diário, o mini-índice encerrou a última sessão em queda e permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, com afastamento considerável dessas referências. Essa configuração mantém o cenário técnico pressionado e exige cautela diante da possibilidade de continuidade do movimento vendedor.
Para retomar o fluxo de alta, o contrato precisará superar a resistência em 172.540/177.320 pontos. Acima dessa faixa, o objetivo inicial estará em 184.425/186.045 pontos.
Já a continuidade da baixa dependerá do rompimento do suporte em 167.975/165.250 pontos. Caso essa região seja perdida, o mini-índice poderá buscar 158.715/154.000 pontos. O IFR de 14 períodos está em 31,28 pontos, ainda em região neutra, mas próximo da zona de sobrevenda.
WINV26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão em queda e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Esse posicionamento mantém a estrutura técnica fragilizada e deixa os vendedores em vantagem enquanto o contrato não recuperar essas referências.
Para retomar o fluxo comprador, será necessária a entrada de volume suficiente para superar inicialmente a resistência em 171.360/172.260 pontos e, posteriormente, o nível de 176.380 pontos. Acima dessas regiões, o mini-índice poderá avançar em direção a 177.265/180.170 pontos. Em uma extensão do movimento altista, os próximos objetivos estarão em 182.095/184.425 pontos.
Por outro lado, a continuidade da baixa dependerá do rompimento dos suportes em 168.555/167.975/166.115 pontos. Caso essa região seja perdida, o contrato poderá recuar em direção a 165.280/163.845 pontos. Em um movimento vendedor mais prolongado, os alvos seguintes estarão em 162.510/161.880 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)




