Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (26/08) em alta de 0,24%, aos 177.900 pontos. O Ibovespa avançou 0,01%, aos 174.586,26 pontos, e completou a sexta alta consecutiva, após alcançar 176.296,49 pontos e perder força ao longo do pregão. O IPCA-15, com deflação de 0,40%, impulsionou o mercado inicialmente, mas a virada dos juros futuros limitou os ganhos. Bancos e Petrobras avançaram, enquanto Vale recuou. No exterior, Wall Street caiu após os dados de PIB e PCE dos Estados Unidos e antes do balanço da Nvidia.
Para os traders de mini-índice, o foco nesta quinta-feira estará na taxa de desemprego do Brasil e na repercussão dos resultados da Nvidia. O comportamento dos juros futuros e o desempenho de bancos, Vale e Petrobras deverão indicar se o contrato sustenta o fluxo comprador e acompanha uma possível sétima alta do Ibovespa ou inicia uma correção após a perda de força observada no último pregão.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão com movimento positivo e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Esse posicionamento mantém os compradores em vantagem no curto prazo, embora a continuidade do avanço dependa do rompimento das resistências mais próximas.
Para prolongar o fluxo de alta, considero necessária a entrada de força compradora suficiente para superar a resistência em 178.045/179.135 pontos. Confirmado o rompimento, o contrato poderá avançar em direção a 180.050/180.450 pontos. Em uma extensão do movimento positivo, o alvo mais longo estará em 181.180/182.090 pontos.
No sentido contrário, a retomada da baixa dependerá do rompimento do suporte em 177.645/176.910 pontos. A perda dessa faixa poderá ampliar o fôlego vendedor e abrir caminho para 175.670/175.300 pontos. Caso a pressão negativa ganhe intensidade, o alvo seguinte estará em 174.380/173.875 pontos.
No gráfico diário, o mini-índice encerrou a última sessão em alta e segue ganhando força compradora. O contrato permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que favorece a continuidade do movimento positivo.
Para ampliar o fluxo de alta, o mini-índice precisará superar a resistência em 179.135/184.425 pontos. Acima dessa região, o objetivo inicial estará em 185.660/187.700 pontos.
Já a retomada da baixa dependerá do rompimento da sequência de suportes em 174.600/167.975/165.250 pontos. Caso esses níveis sejam perdidos, o contrato poderá buscar 158.715/154.000 pontos. O IFR de 14 períodos está em 58,78 pontos.
WINV26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão em alta e acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Essa configuração reforça o domínio comprador e mantém o potencial de continuidade do movimento positivo.
Para avançar, será necessária a entrada de volume suficiente para superar a resistência em 179.135/180.170 pontos. Acima dessa faixa, o mini-índice poderá buscar 182.095/184.425 pontos. Em uma extensão do movimento altista, os próximos objetivos estarão em 185.660/186.960 pontos.
Por outro lado, a retomada do fluxo de baixa dependerá do rompimento do suporte em 176.910/173.875 pontos. Caso essa região seja perdida, o contrato poderá recuar em direção a 172.000/170.230 pontos. Em um movimento vendedor mais prolongado, os alvos seguintes estarão em 168.555/167.975 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)




