Os contratos de minidólar (WDOU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão (260/8) em leve queda de 0,06%, aos 5.151 pontos. Nos Estados Unidos, o núcleo do PCE avançou 0,2% em julho, em linha com o esperado, mas a inflação acumulada em 12 meses permaneceu em 3,7%, acima da meta de 2% do Federal Reserve.
Para os traders de minidólar, o foco estará nas sinalizações de Kevin Warsh em Jackson Hole sobre juros, além do comportamento dos rendimentos dos Treasuries e da atuação do Tesouro norte-americano. No Brasil, o IPCA-15 caiu 0,40% em agosto, mais do que o recuo de 0,30% esperado, e desacelerou para 4,24% em 12 meses, dado que deverá orientar a leitura dos ativos domésticos e do câmbio.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão em leve queda, preservando o fluxo negativo. O contrato continua dentro de um canal de baixa, mas vem apresentando uma movimentação mais lateral nas últimas sessões. Ainda assim, o fechamento abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos mantém o cenário pressionado no curtíssimo prazo.
Para prolongar a queda nesta quinta-feira, considero necessária a entrada de volume vendedor capaz de romper o suporte em 5.148/5.142,5 pontos. Abaixo dessa faixa, o fluxo de baixa poderá ganhar intensidade e conduzir o contrato a 5.122,5/5.087 pontos. Em um movimento mais prolongado, o próximo objetivo estará na região de 5.071/5.054 pontos.
Em sentido contrário, uma retomada da alta dependerá da entrada de volume comprador e do rompimento da resistência em 5.161/5.173 pontos. Acima desse intervalo, o minidólar poderá avançar em direção a 5.194,5/5.214,5 pontos. Caso o movimento comprador ganhe consistência, o alvo mais longo estará na faixa de 5.239/5.250 pontos.
No gráfico diário, observo que o minidólar voltou a recuar na última sessão e permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Na minha avaliação, essa configuração mantém o cenário técnico pressionado e preserva a possibilidade de continuidade da baixa.
Para retomar o movimento de alta, o contrato precisará superar inicialmente a região de 5.193/5.239 pontos. Acima dessa faixa, o fluxo comprador poderá ganhar força e abrir espaço para um avanço em direção a 5.268,5/5.303,5 pontos.
Por outro lado, a continuidade do movimento vendedor dependerá da perda dos suportes em 5.142,5/5.087 pontos. Abaixo dessa região, a pressão de baixa poderá ser intensificada e levar o contrato à faixa de 5.016/4.946 pontos. O IFR (14) está em 46,04 pontos, permanecendo em zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
Dólar futuro (WDOU26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar também encerrou a última sessão com fluxo negativo e permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mantém os vendedores em vantagem no curto prazo e exige a recuperação das resistências mais próximas para que o ativo volte a ganhar força compradora.
Para retomar a alta, será necessária a entrada de fluxo comprador capaz de superar a resistência em 5.173/5.194,5 pontos. Acima dessa faixa, o contrato poderá buscar 5.214,5/5.239 pontos. Caso os rompimentos sejam acompanhados por maior força compradora, os próximos objetivos estarão em 5.268,5 pontos e, no cenário mais longo, em 5.295 pontos.
Para dar continuidade ao movimento de baixa, acompanho a perda do suporte em 5.142,5/5.108,5 pontos. Abaixo dessa região, o fluxo vendedor poderá ganhar intensidade e conduzir o contrato a 5.087/5.029 pontos. Em uma queda mais prolongada, os próximos objetivos estarão em 5.016/4.988 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)




