Os mercados globais iniciam a semana em tom positivo após sinais de retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã. A decisão do governo Trump de adiar uma escalada militar abriu espaço para negociações diplomáticas, reduzindo os temores sobre a oferta global de energia. Como reflexo, os preços internacionais do petróleo caem cerca de 8%, para a faixa de US$ 85 por barril.
O principal evento da semana no exterior será a decisão de juros do Federal Reserve, na quarta-feira, seguida pela coletiva de Kevin Warsh. Embora a expectativa predominante seja de manutenção das taxas, investidores buscarão pistas sobre os próximos passos da política monetária americana. A agenda inclui ainda o PIB do segundo trimestre dos EUA, dados de inflação medida pelo PCE e diversos resultados corporativos de peso, com Meta, Microsoft, Apple e Amazon divulgando balanços em meio ao debate sobre os retornos dos investimentos em inteligência artificial.
Por aqui, o foco recai sobre o IPCA-15 de julho, que será divulgado amanhã e pode influenciar as expectativas para a próxima reunião do Copom. Os números da Pnad Contínua e do Caged também serão monitorados para avaliar o ritmo da atividade econômica e do emprego. Atualmente, o mercado segue majoritariamente posicionado para mais um corte de 25 pontos-base na Selic em agosto, levando a taxa para 14%.




