O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) denunciou quase trinta pessoas por suspeita de envolvimento em um grupo criminoso. A petição protocolada na quarta-feira (22) solicita o confisco de bens e de criptomoedas sob a posse dos acusados.
A iniciativa formaliza os achados da Operação Convergência Nacional perante os tribunais. Policiais reuniram provas sobre a divisão de tarefas e a estrutura de poder dentro da facção.
O trabalho em conjunto incluiu o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Membros da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) deram suporte total nas apurações contra os suspeitos.
O processo exige o bloqueio de saldo em criptomoedas sem explicação clara de origem nos últimos cinco anos. Desta forma, os promotores usam a lei para travar o lucro obtido nas atividades ilegais.
Promotores pedem a reversão do patrimônio recolhido com os réus para a tutela do Estado.
Além disso, o texto requer a doação do dinheiro físico apreendido para a entidade Educandário Santa Margarida.
O pedido de condenação estipula uma quantia mínima para a reparação dos danos gerados pelas infrações penais.
A Promotoria também sugere a intimação dos denunciados para a apresentação de defesa no prazo legal.
Mandados judiciais atingem núcleo financeiro em diversas cidades do país
O Ministério Público acusa dez indivíduos de comandar as ações da associação criminosa. As demais dezenove pessoas respondem pela participação nas tarefas logísticas na base da estrutura.
As equipes de segurança cumpriram mandados de busca e prisão na terça-feira (2) do mês de junho. Policiais realizaram diligências nas cidades de Rio Branco e Epitaciolândia no território do estado do Acre.
A ofensiva alcançou alvos em Fortaleza (CE) e em Florianópolis (SC) com apoio de corporações de fora. Os agentes também fecharam o cerco contra braços da quadrilha na capital do Rio de Janeiro (RJ).
Prisão de operador tenta sufocar movimentação de dinheiro e criptomoedas da quadrilha
O detalhamento do inquérito pede a prisão cautelar de um alvo específico da cúpula do bando. Esse suspeito atua na função de operador do esquema financeiro de todo o grupo.
Juízes buscam cortar o fluxo de caixa para asfixiar a estrutura e evitar fugas. A denúncia aguarda o recebimento formal na vara especializada em facções da comarca de Rio Branco.
O caso reforça a vigilância da polícia sobre o uso de criptomoedas em atividades fora da lei.




