Selic a 15%: Porque é que os juros ainda não caíram e quando o alívio chegará ao bolso do consumidor?
Por: Análise de Mercado
O arranque de 2026 trouxe uma frustração para quem esperava juros mais baixos. Com a Selic estacionada em 15%, o custo do crédito no Brasil continua a ser um dos mais elevados do mundo. Entretanto, o Boletim Focus já aponta para uma luz ao fundo do túnel: a projeção é que a taxa encerre o ano em 12,25%.
A Resistência do Banco Central
O Banco Central tem mantido uma postura cautelosa. Apesar de a inflação estar dentro da meta (projetada em 4,02%), as incertezas fiscais e o cenário externo volátil impedem uma descida mais agressiva. Para o consumidor, isso traduz-se em prestações de carro e imobiliário que ainda pesam no orçamento.
Vale a pena esperar para financiar?
Especialistas consultados sugerem que, para quem não tem urgência, o segundo semestre de 2026 será um momento mais oportuno para grandes aquisições. “A tendência é de queda. Quem contratar um financiamento longo agora com juros pré-fixados pode acabar preso a uma taxa muito alta quando o mercado estiver a praticar valores menores”, explica um economista da FGV.
Investimentos: A Renda Fixa ainda é Rainha
Para o investidor, o cenário de juros altos é uma faca de dois gumes. Enquanto o consumo sofre, os títulos de renda fixa continuam a entregar retornos reais (acima da inflação) extremamente atrativos. Contudo, a recomendação é começar a migrar parte da carteira para ativos de renda variável ou títulos pós-fixados para capturar a valorização quando o ciclo de queda da Selic se intensificar.




