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Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, quer transformar o mercado de investimentos ao integrar inteligência artificial (IA) com a gestão de recursos. A
B Capital, sua firma de venture capital, liderou um consórcio que adquiriu a gestora Russell Investments por cerca de US$ 2,8 bilhões. A Russell, com US$ 416 bilhões sob gestão, visa expandir sua infraestrutura tecnológica para oferecer portfólios mais personalizados, combinando expertise em investimentos com inovação.
Saverin e Raj Ganguly, co-CEOs da B Capital, acreditam que o futuro da gestão de ativos está na interseção entre conhecimento especializado e tecnologia.
A aquisição reflete uma tendência crescente no mercado, onde 78,3% dos investidores já utilizam IA para decisões financeiras, e 65,1% planejam substituir pesquisas tradicionais por ferramentas de IA em breve.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Após ter desempenhado um papel fundamental na formação das redes sociais, transformando a maneira como as pessoas interagem, Eduardo Saverin quer exercer a mesma influência sobre o mercado de investimentos, combinando o trabalho consolidado das gestoras de recursos com as capacidades da inteligência artificial (IA).
A B Capital – firma de venture capital liderada pelo cofundador do Facebook e brasileiro mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 33,5 bilhões, e pelo ex-investidor da Bain Capital Raj Ganguly – liderou um consórcio de investidores, que inclui o fundo de pensão dos funcionários públicos da Califórnia, para adquirir a gestora de investimentos Russell Investments, segundo a agência de notícias Bloomberg.
Os termos financeiros da operação, anunciada na quinta-feira, 9 de julho, não foram revelados. O negócio, porém, é estimado em cerca de US$ 2,8 bilhões.
Fundada em 1936, a Russell Investments era controlada desde 2016 pelas empresas de private equity TA Associates Management e Reverence Capital Partners, que fecharam o capital da companhia por US$ 1,15 bilhão. À época, a empresa tinha cerca de US$ 270 bilhões em ativos sob gestão.
Atualmente, a Russell possui US$ 416 bilhões sob gestão e informou ter registrado crescimento orgânico de 15% nos últimos anos.
Agora, nas mãos da B Capital e de seus parceiros, a ideia é ampliar a escala tecnológica da companhia. Na nota em que o acordo foi anunciado, o consórcio informou que pretende investir em infraestrutura para permitir maior customização e aprimorar a capacidade analítica da gestora.
“Como investidores globais em tecnologias transformadoras, acreditamos firmemente que o futuro da gestão de ativos reside na interseção entre conhecimento especializado em investimentos, atendimento personalizado ao cliente e inovação”, afirmaram Eduardo Saverin e Raj Ganguly, cofundadores e co-CEOs da B Capital, em nota.
Ganguly foi além e afirmou que o objetivo é utilizar a IA para ampliar a capacidade da Russell e melhorar a experiência dos investidores, com a criação de portfólios mais customizados.
Segundo ele, a proposta é conciliar a expertise em atendimento e o portfólio de clientes e produtos da Russell com a tecnologia. Por isso, afirmou o sócio de Saverin, a B Capital decidiu adquirir uma gestora consolidada, em vez de investir em uma startup de tecnologia voltada ao mercado financeiro. “Você não pode remover o elemento humano [dos investimentos]”, afirmou.
O investimento da B Capital na Russell representa quase um “ponto fora da curva” na história da gestora. Criada por Saverin e Ganguly, em 2015, hoje com US$ 12 bilhões em ativos sob gestão, a B Capital é focada em companhias dos estágios early stage e growth/late stage, enquanto a Russell completará 90 anos em 2026.
A aquisição ocorre em um momento em que o mercado de investimentos começa a discutir maneiras de incorporar a IA e a automação aos processos de tomada de decisão e às rotinas de trabalho.
A tecnologia já está moldando o processo de decisão dos investidores. Um estudo produzido pela BridgeWise no início do ano e compartilhado com exclusividade com o NeoFeed mostrou que 78,3% dos entrevistados usam IA para tirar dúvidas relacionadas a investimentos, em diferentes níveis de utilização.
Além disso, 65,1% dessas pessoas, distribuídas por 19 países, afirmaram que pretendem substituir a pesquisa tradicional de investimentos por ferramentas de IA no ano que vem.




