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quarta-feira, julho 1, 2026

Na era da IA, TI virou agente de capacitação de profissionais multicompetentes – ConvergenciaDigital

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Em um cenário em que a inteligência artificial e outras tecnologias emergentes transformam rapidamente o mercado de trabalho, a capacidade de aprender continuamente, adaptar-se às mudanças e utilizar a tecnologia de forma ética e segura deverá estar entre as competências mais valorizadas nos próximos cinco anos. A avaliação foi compartilhada pelos participantes do painel “Tecnologias emergentes no Sistema S: Caminhos, desafios e impactos na inovação institucional”, realizado nesta quarta-feira (1º), durante o 2º Encontro Nacional de TIC do Sistema S. Apesar de destacarem habilidades distintas, os especialistas foram unânimes ao afirmar que a inovação só gera resultados quando é capaz de transformar negócios e a sociedade, e se vier acompanhada pelo desenvolvimento das pessoas.

Para Yale Leite, executivo de TI do Sesc-RN, Senac-RN e Fecomércio-RN, a principal competência a ser desenvolvida nos próximos anos será a disposição para aprender continuamente. “Com a IA e as novas tecnologias, precisamos desenvolver a capacidade de aprender, desaprender e aprender novamente. Essa predisposição ao aprendizado contínuo será cada vez mais esperada dos profissionais.”

Helio Soares, executivo de Tecnologia & Estratégia da AWS, concorda. Ele avalia que o futuro exigirá profissionais “multicompetentes”. “Precisamos aprofundar nosso conhecimento para aplicar a tecnologia onde ela realmente gera impacto nas pessoas. Ao mesmo tempo, será essencial desenvolver adaptabilidade, porque o melhor caminho de hoje talvez não dure dois dias. Precisamos evitar que a IA alimente uma inteligência superficial”, diz. Segundo ele, a AWS tem apoiado essa transformação por meio de iniciativas de capacitação em larga escala, como o programa AWS Treina Brasil, desenvolvido em parceria com o Sistema S e que visa capacitar 1 milhão de pessoas em IA, computação em nuvem e habilidades digitais até 2028.

Leandro Dias, gerente de Planejamento e Inovação do Senac Tocantins, acrescentou que, além da modernização dos ambientes de ensino, será necessário fortalecer competências ligadas à ética e à segurança. “O Senac continuará transformando vidas, seja por meio das políticas atuais ou criando novos caminhos para acompanhar essa transformação.”

Ao longo do debate, os especialistas também reforçaram que inovação exige governança. Yale destacou que o Sistema Fecomércio-RN estruturou comitês de TI e grupos dedicados à inteligência artificial para garantir a adoção responsável das novas ferramentas. “A TI deixou de entregar apenas tecnologia. Hoje, atua como agente de capacitação, orientando as pessoas para que utilizem essas ferramentas de forma consciente e gerem valor para a instituição.” Eduardo Chedid, consultor da Smart Consultoria e Governança, ainda alertou que a falta de governança pode comprometer projetos desde a segurança da informação até a gestão de mudanças. “É preciso estabelecer políticas claras sobre o que pode ser feito, capacitar continuamente os profissionais e envolver as pessoas desde o início. A tecnologia sozinha não garante o sucesso de um projeto.”




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