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sexta-feira, setembro 4, 2026

Veto da União Europeia não reduzirá o preço da carne no Brasil, preveem analistas Agrimidia

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A suspensão das compras de carne brasileira pela União Europeia (UE), em vigor a partir desta quinta-feira (3), não provocará queda nos preços do produto no mercado consumidor brasileiro. Pelo contrário, a combinação entre a menor oferta de gado no campo e a retomada do ritmo dos embarques para a China sinaliza uma tendência de alta nas cotações até o final do ano.

Fatores de Impacto nas Cotações e no Mercado Doméstico de Carnes

Fator Analisado Situação do Mercado e Projeções Impacto Estimado no Preço Interno
Volume Destinado à UE Apenas 3,7% do volume de carne bovina e 5,8% da receita total. Nulo: O baixo volume retido não gera excesso de oferta interna.
Ciclo Pecuário Doméstico Fase de baixa disponibilidade de animais terminados para abate. De Alta: A escassez de boi gordo eleva os custos da matéria-prima.
Demanda do Mercado Chinês Retomada dos processamentos a partir de outubro para a cota de 2027. De Alta: Direcionamento da produção para o mercado internacional.
Cortes Específicos do Bloco Foco em cortes nobres (filé mignon, contrafilé, alcatra). Sustentado: Preços de cortes nobres continuam valorizados no varejo.

Análise de Mercado e Perspectiva Setorial

  • Entrevistado na Suinocultura Industrial (nº 330): Fernando Enrique Iglesias, analista da Safras & Mercado e entrevistado de destaque da mais recente edição da revista Suinocultura Industrial (número 330), reforça que o volume absorvido pelos países europeus é muito pequeno para provocar impacto negativo nas cotações do consumidor brasileiro.

  • Dinâmica das exportações para a China: A desaceleração dos embarques verificada em julho e agosto ocorreu pelo atingimento do teto da cota tarifária de 2026. A partir de outubro, os frigoríficos voltarão a acelerar o processamento voltado ao mercado chinês para atender aos lotes que chegarão à Ásia no início de 2027.

  • Tramitação das negociações: Enquanto setores de frango e mel passam por auditorias técnicas do bloco europeu nesta semana, a cadeia de carne bovina precisará de prazos mais longos para adaptar todo o ciclo produtivo ao novo protocolo de controle de antimicrobianos.

Fernando Enrique Iglesias, analista do Safras & Mercado, afirma que “é pouquíssimo provável que isso aconteça [queda no preço do churrasco]. O volume vendido para a União Europeia é pequeno demais para provocar uma queda. A partir de outubro, a indústria frigorífica brasileira vai começar a processar carne bovina para o mercado chinês e, somando isso à baixa do ciclo pecuário, teremos uma boa exportação e menos carne disponível até o final do ano.”



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