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quarta-feira, setembro 2, 2026

Javalis no Canadá carregam múltiplos patógenos suínos, aponta estudo Agrimidia

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Um estudo conduzido ao longo de seis anos por pesquisadores canadenses revelou que a população de porcos selvagens nas províncias das pradarias do Canadá atua como reservatório ativo de diversos patógenos de importância econômica para a suinocultura. Coordenado pela Universidade de Calgary em parceria com órgãos governamentais de Alberta e instituições de pesquisa, o trabalho analisou 331 animais capturados entre 2018 e 2024, testando a presença de 17 agentes infecciosos comuns em rebanhos comerciais.

Prevalência dos Principais Patógenos Detectados na Amostra (331 Porcos Selvagens)

Categoria de Patógeno Agente Detectado Prevalência na Amostra Impacto Sanitário na Suinocultura
Bactérias Erysipelothrix rhusiopathiae 100% Agente da erisipela suína; presente em todos os animais testados.
Circovírus PCV2 / PCV3 33% (PCV2) / 27% (PCV3) Incidência significativamente maior em indivíduos adultos.
Vírus Entéricos Rotavírus A / Rotavírus C 23% (Rota A) / 5% (Rota C) Causadores de diarreia severa e desidratação em leitões.
Outros Vírus Parvovírus / PRRSv 18% (Parvo) / 1,0% (PRRSv) Riscos reprodutivos e respiratórios graves para granjas comerciais.
Parasitas Espécies de Eimeria e Metastrongylus 40% (Eimeria) / 26% (Metastrongylus) Infecções gastrointestinais e pulmonares associadas ao manejo extensivo.

Destaques Sanitários e Recomendações de Biossegurança

  • Múltiplas infecções: Mais da metade dos animais analisados (56%) apresentava dois ou mais patógenos de interesse comercial simultaneamente.

  • Ausência de agentes específicos: O estudo não detectou a presença do Deltacoronavirus suíno, do Vírus da Diarreia Epidêmica Suína (PEDv), do Senecavirus A ou da Gastroenterite Transmissível (TGEv).

  • Reforço de barreiras físicas: Os pesquisadores destacam que as granjas devem manter instalação rígida de cercas e portões, controle de acesso a fontes de água e ração, e manejo adequado de locais de compostagem para evitar atração de animais ferais.

  • Monitoramento e notificação: A identificação da cepa da gripe aviária de alta patogenidade (N1) nos monitoramentos reforça a importância de comunicar imediatamente às autoridades qualquer avistamento de porcos selvagens.

Mathieu Pruvot, professor assistente da Universidade de Calgary e líder do estudo, informou que “é preocupante que tenha sido encontrada tamanha diversidade de patógenos, pois significa que temos uma população descontrolada mantendo esses agentes sem restrição. Minha recomendação é manter a vigilância ativa na população de porcos selvagens, integrando contínuo controle populacional e rigor de biossegurança nas granjas comerciais.”



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