O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, somando R$ 3,4 trilhões em valores correntes. O resultado aponta para uma desaceleração frente ao avanço de 1,1% registrado no primeiro trimestre, acumulando expansão de 1,9% no primeiro semestre e alta de 2,0% na comparação anual.
Desempenho dos Setores e Componentes da Demanda (2º Trimestre de 2026)
| Setor / Componente | Variação T2 vs T1/2026 | Variação T2 vs T2/2025 | Principais Drivers / Destaques |
| Agropecuária | +2,8% | +6,8% | Ganhos de produtividade e destaque para café (+15,1%) e soja (+5,3%). |
| Indústria | +0,1% | +1,5% | Sustentada pelo setor extrativo de petróleo e gás (+3,4% no trimestre). |
| Serviços | +0,2% | +1,5% | Liderado por Informação e Comunicação (+2,1% no trimestre e +8,4% ao ano). |
| Consumo das Famílias | -0,4% | +0,5% | Retração no trimestre apesar da expansão da massa salarial e do crédito. |
| Consumo do Governo | +0,4% | +3,1% | Manutenção dos gastos públicos operacionais nas esferas administrativas. |
| Investimentos (FBCF) | +1,2% | +1,4% | Recuperação da formação bruta de capital fixo no trimestre. |
| Setor Externo | Exp: -0,8% / Imp: +1,8% | Exp: +3,8% / Imp: +5,5% | Aumento do volume de importações pressionou o balanço do período. |
Destaques Setoriais e Dinâmica da Demanda
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Liderança do AGRONEGÓCIO: O avanço da agropecuária foi alavancado pelas safras de café (+15,1%) e soja (+5,3%), que compensaram as quedas verificadas na produção de arroz (-11,3%) e algodão (-7,0%).
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Sustentação na indústria extrativa: O setor industrial permaneceu próximo da estabilidade (+0,1%), mas o segmento de extração mineral e de petróleo e gás cresceu 3,4% no trimestre (e 12% no ano), amortecendo as retrações na indústria de transformação (-0,4%) e na construção civil (-0,4%).
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Desaceleração no consumo doméstico: O consumo das famílias caiu 0,4% em relação aos três primeiros meses do ano, em um movimento atípico diante do crescimento do crédito e da renda, refletindo o peso das taxas de juros e do endividamento sobre o orçamento familiar.
Ricardo Montes de Moraes, coordenador de Contas Nacionais do IBGE, informou que “o crescimento da Agropecuária foi o principal destaque do trimestre. Os Serviços e a Indústria também cresceram, mas em ritmo mais moderado.”




