O dólar contrariou o movimento global e fechou em alta frente ao real nesta terça-feira, após a leitura do IPCA-15 de agosto trazer preocupação com pressões inflacionárias em itens monitorados pelo Banco Central. O dólar futuro (WDOU25) avançou 0,39%, aos 5.439,5 pontos.
No exterior, o dólar perdeu força após nova ofensiva de Donald Trump contra o Federal Reserve, que reforçou dúvidas sobre a autonomia da instituição. No Brasil, além da inflação, agentes seguem atentos ao cenário político e fiscal, que mantém a cautela para os traders de dólar.
Análise do gráfico de 15 minutos
Na visão de curto prazo, o minidólar encerrou em alta após sequência baixista, mas segue negociando abaixo das médias de 9 e 21 períodos.
Para que avance, será necessário volume comprador consistente para romper a resistência em 5.440,5/5.446,5, o que abriria caminho para os níveis de 5.456/5.460,5 e 5.473/5.481 pontos.
Caso volte a perder o suporte em 5.435,5/5.424,5, pode retomar a pressão vendedora em direção a 5.414/5.404 e, em extensão, para 5.397/5.388 pontos.
No diário, a última sessão mostrou uma reação pontual, mas o ativo ainda está abaixo das médias de 9 e 21 períodos, reforçando o predomínio do fluxo vendedor. A mínima de 2025, em 5.404 pontos, segue como ponto-chave: se perdida, pode levar o ativo a 5.397/5.375 e até 5.351 pontos.
Para buscar retomada mais sólida de alta, será preciso romper a faixa de 5.456/5.488,5, que abriria espaço para 5.525/5.573 pontos. O IFR (14) está em 41,28, em zona neutra.
Dólar futuro (WDOU25): Gráfico de 60 minutos
Já nos 60 minutos, a leitura mostra recuperação após a última sessão positiva, com o ativo acima das médias curtas.
Para confirmar a continuidade da alta, será necessário romper a faixa de 5.456/5.473, mirando 5.495/5.510,5 e, em alvo mais longo, 5.525 pontos.
Do lado oposto, se perder 5.435,5/5.414, o fluxo vendedor pode se intensificar, projetando o teste de 5.404/5.397 e depois 5.375/5.367 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)




