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segunda-feira, maio 25, 2026

Público da Copa do Mundo se interessa mais por tecnologia, finanças e automóveis

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A realização da Copa do Mundo está se aproximando – faltam apenas 17 dias para a bola rolar no jogo de abertura entre México e África do Sul – e a expectativa de que cerca de 6 bilhões de pessoas no mundo possam sofrer algum impacto da competição torna o torneio num potencial fonte de negócios para as marcas. Uma pesquisa recente do Ipope, com dados do Target Group Index Global Quick View, ilustra esse interesse.

Segundo o estudo, temas como tecnologia, finanças e automotivo são os mais fortes para atrair a atenção dos fãs da Copa do Mundo. A pesquisa diz que, enquanto 38% dos adultos em geral se interessam pelo tema tecnologia, 58% dos fãs da Copa do Mundo estão mais antenados com esse assunto.

Quando o tema é finanças, o interesse sobe de 31% nos adultos em geral para 47% dos que estão ligados à competição da Fifa. No assunto do mercado automotivos esse interesse sobe de 19% para 29%.

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Sobre as expectativas de consumo de produtos e serviços para os próximos 12 meses, 31% do público geral identificado entre os níveis socioeconômicos mais altos coloca entre suas preferências fazer uma viagem internacional, enquanto 43% dos fãs da Copa do Mundo citaram essa preferência.

Isso também sobe entre os interessados em comprar/reformar a casa (26% a 33%), comprar um carro novo (24% a 30%) e investir em fundos/ações e participações (22% a 29%).

Sobre o grau de interesse na Copa do Mundo, os mercados que sobre o maior impacto do torneio são Brasil, Argentina e África do Sul, enquanto os menos impactados são Estados Unidos, Japão e Taiwan. “Apesar de o torneio ser realizado em grande parte nos Estados Unidos, isso não se traduz em um alto nível de engajamento com a competição”, comenta o Ibope no estudo.

Sobre o interesse de cada gênero que acompanhará a Copa do Mundo, os homens lideram (31%), às frente das mulheres (17%), mas essa tendência global esconde grandes diferenças localmente. Nos mercados com maior interesse (Brasil, Argentina e África do Sul), uma proporção maior de mulheres acompanha a competição do que a média global de homens. No Brasil, por exemplo, a fatia chega a 35%.

A pesquisa também mostra que os fãs da Copa do Mundo têm três vezes mais probabilidade de estar entre os top 10% adultos conectados em nível socioeconômico, o que os torna particularmente valiosos para os profissionais de marketing. Mas isso é concentrado em poucos mercados populosos, como Índia, Filipinas e Arábia Saudita.

“Diferentemente da Europa e da América do Sul, o futebol nesses mercados não foi historicamente tão popular, mas vem ganhando espaço entre consumidores mais escolarizados e de maior renda. O alto valor desses fãs em mercados em rápido desenvolvimento os torna um público especialmente estratégico para as marcas, tanto durante quanto após o torneio”, dizem os autores.



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