O Grupo Aviva, responsável pelos destinos turísticos Rio Quente Resorts, Hot Park e Costa do Sauípe, atravessa um dos momentos mais favoráveis de sua história. Com um plano de investimentos de R$ 1,4 bilhão em andamento, a companhia acelera a modernização de seus ativos, amplia a oferta de entretenimento e aposta em novos modelos de hospedagem para sustentar uma expansão que já supera as projeções traçadas após a pandemia.
Em 2025, a empresa registrou faturamento de R$ 1,7 bilhão, resultado cerca de 13% superior ao do ano anterior. Para 2026, a expectativa é alcançar R$ 1,8 bilhão, enquanto a meta para 2028 é atingir R$ 2,3 bilhões em receita.
Segundo o CEO do Grupo Aviva, Alessandro Cunha, o desempenho operacional vem surpreendendo positivamente. “Hoje nós estamos 22% acima do plano que havíamos desenhado. O cliente já está dando uma resposta muito positiva ao movimento de qualificação dos produtos”, afirmou.
A estratégia foi estruturada a partir de um planejamento elaborado no período pós-pandemia. O projeto definiu três grandes frentes de atuação para os próximos anos: renovação dos ativos hoteleiros, desenvolvimento de novos negócios e aumento da produtividade operacional.
“Nós definimos três eixos estratégicos: renovação do ativo hoteleiro, novas atividades e novos negócios, além da busca por produtividade e eficiência operacional. Quando olhamos para esse horizonte até 2028, aprovamos um plano de investimento de R$ 1,4 bilhão”, explicou o executivo.
Do total previsto, cerca de R$ 900 milhões serão destinados à Costa do Sauípe, na Bahia. O complexo receberá investimentos na renovação dos hotéis, construção de um parque aquático de grande porte e implantação de uma central de produção de alimentos capaz de atender a operação atual e futuras expansões.
A aposta faz parte da estratégia de replicar em Sauípe o modelo já consolidado em Rio Quente, que combina hotelaria, entretenimento e programas de fidelização para ampliar a permanência dos hóspedes e reduzir a dependência da competição baseada apenas em preços.
Em Rio Quente, os investimentos estão concentrados na atualização dos hotéis e no fortalecimento de categorias premium e de luxo. Um dos destaques é o projeto Em Casa, produto voltado ao segmento de alto padrão, que oferece residências totalmente equipadas integradas à infraestrutura do resort.
O grupo também promove um amplo processo de reposicionamento das marcas de seus hotéis. Os empreendimentos estão sendo reorganizados por categorias e recebendo novos nomes alinhados aos atributos percebidos pelos clientes. O antigo Hotel Turismo, por exemplo, passou a se chamar Refúgio, enquanto outras mudanças serão implementadas gradualmente.
A reformulação não se limita à infraestrutura. O processo envolve atualização da gastronomia, capacitação das equipes e criação de novas experiências para os hóspedes.
Segundo Cunha, a resposta do mercado tem sido positiva mesmo diante do reposicionamento tarifário dos empreendimentos.
“O problema não é o preço. O importante é a entrega de valor. Desde que a expectativa do cliente seja cumprida em relação ao que ele pagou, ele continua consumindo o produto”, destacou.
Os indicadores de satisfação refletem essa estratégia. No último ano, o NPS da Costa do Sauípe avançou 17 pontos percentuais, enquanto Rio Quente registrou aumento de oito pontos. Atualmente, os cerca de 4.800 colaboradores da companhia possuem metas vinculadas à satisfação dos clientes.
O bom desempenho da Aviva ocorre em um cenário de fortalecimento do turismo doméstico. Para o executivo, a pandemia provocou uma mudança duradoura na forma como os brasileiros enxergam as viagens.
“A pandemia trouxe clareza da finitude e da importância de se aproveitar os momentos. Antes, as viagens eram importantes no orçamento das famílias, porém eram consideradas um item supérfluo. Hoje, as viagens são itens prioritários do orçamento familiar. Não se corta mais. O que se faz é ajustar”, afirmou.
Na avaliação do CEO, outro fator relevante foi a redescoberta dos destinos nacionais por consumidores que tradicionalmente priorizavam viagens ao exterior.
“Uma parcela da população brasileira tinha um viés sobre a qualidade dos produtos de lazer no Brasil. Com a pandemia, essas pessoas tiveram que viajar pelo País e conheceram nossos produtos. Viram que temos uma qualidade muito boa de serviço hoteleiro. E não tem atendimento igual ao do brasileiro. Nós somos muito acolhedores por natureza”, disse.
Esse movimento ajudou a ampliar a base de clientes dos resorts brasileiros. Em Rio Quente, a recorrência já supera 60%, mas a empresa também vem conquistando um novo perfil de consumidor, com renda mais elevada e interesse por produtos premium e de luxo.
Além da expansão comercial, a companhia pretende valorizar ainda mais os atributos naturais de seus destinos. Em Rio Quente, um dos principais diferenciais é o fenômeno geotérmico responsável pelas águas naturalmente aquecidas que alimentam o complexo.
As águas que emergem nas piscinas naturais têm origem nas chuvas que infiltram as formações rochosas da Serra de Caldas e percorrem um longo processo subterrâneo ao longo de décadas, retornando à superfície enriquecidas por minerais e a uma temperatura média de 37 graus.
Para Cunha, essa história ainda é pouco explorada junto aos visitantes. “A gente se apropria pouco desse fenômeno. Poderíamos contar mais essa história para os clientes. Isso está na nossa estratégia. Queremos trazer esse storytelling de forma mais clara e mais visual para quem nos visita”, afirmou.
Com recursos provenientes de capital próprio e de linhas de financiamento dos fundos constitucionais do Centro-Oeste e do Nordeste, a Aviva aposta na combinação entre modernização, entretenimento, hospitalidade e experiências diferenciadas para sustentar seu crescimento. A expectativa é que os investimentos em andamento consolidem uma nova fase para os destinos da companhia e fortaleçam sua posição entre os principais grupos de turismo e lazer do País.




