O mercado pet brasileiro passa por uma transformação impulsionada pelo uso de inteligência artificial e análise de dados. Em vez de concentrar esforços apenas na expansão de canais de venda e na presença de produtos nas prateleiras, empresas do setor voltam suas estratégias para o relacionamento direto com os tutores de cães e gatos, em busca de maior fidelização e conhecimento sobre os hábitos de consumo. A tendência acompanha a evolução de um mercado que deverá movimentar cerca de R$ 77 bilhões em 2025, segundo projeções da Abinpet e do Instituto Pet Brasil. A alimentação animal permanece como o principal segmento da indústria, respondendo por mais de 54% do faturamento, com receitas superiores a R$ 40 bilhões por ano.
Nesse cenário, a Budz aposta em uma plataforma baseada em inteligência artificial para acompanhar a rotina, a saúde, o comportamento e os interesses dos animais de estimação, oferecendo suporte contínuo aos tutores. O aplicativo já reúne mais de 160 mil usuários, formando uma ampla base de dados proprietária sobre o comportamento do consumidor brasileiro. “Durante muito tempo, o mercado pet cresceu focado em produto, canal e distribuição. Agora, a indústria começa a perceber que o ativo mais estratégico do setor é conhecer profundamente o tutor”, afirmou Rodrigo Gomes, cofundador e CEO da Budz.
Além da tecnologia, a empresa busca ampliar sua atuação por meio de parcerias com companhias do setor pet, instituições financeiras e programas de benefícios, com o objetivo de fortalecer a interação entre marcas e consumidores. A estratégia procura aumentar a recorrência de uso da plataforma e oferecer experiências mais personalizadas aos usuários.
Para Gomes, compreender o perfil e as necessidades dos tutores tornou-se um diferencial competitivo em um mercado cada vez mais orientado por dados. “Vence o jogo quem conhece o tutor. Estamos ajudando o mercado brasileiro a entender melhor esse consumidor para criar experiências mais relevantes, recorrência e conexão de longo prazo com as famílias. No fim, isso também significa democratizar acesso à informação e cuidado de qualidade para os pets no Brasil”, disse.
A mudança acompanha um movimento observado em diferentes setores da economia, nos quais empresas que desenvolvem relacionamento direto com seus consumidores e acumulam bases próprias de dados conquistam vantagens estratégicas em relação a modelos dependentes exclusivamente do varejo ou da publicidade tradicional.
O potencial desse mercado é reforçado pelo comportamento dos brasileiros. Pesquisas recentes indicam que sete em cada dez pessoas possuem animais de estimação e associam a convivência com os pets ao aumento da qualidade de vida e do bem-estar. Diante desse cenário, plataformas que combinam inteligência artificial, dados e comunidades digitais passam a disputar um espaço crescente na estratégia das empresas do segmento.
“Se no passado o ouro do mercado pet estava na gôndola, hoje ele está nos dados, na recorrência e na relação com o tutor. Quem entender isso primeiro vai liderar a próxima década da indústria pet”, completou Rodrigo Gomes.




