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sexta-feira, junho 5, 2026

Meliá Hotels, Visa, Mastercard e mais empresas dizem “adiós” a Cuba

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Cuba enfrenta um crescente êxodo de empresas estrangeiras, exacerbado pelas sanções dos EUA, que impactam severamente o turismo, vital para sua economia. A partir de 6 de junho, Visa e Mastercard deixarão de operar na ilha, após a empresa responsável pelo processamento de transações encerrar suas atividades devido às novas sanções.

Redes hoteleiras como Meliá, Iberostar e Blue Diamond Resorts também anunciaram a redução ou o encerramento de operações, afetando diretamente o setor turístico. A Meliá, presente em Cuba desde 1990, confirmou o fechamento de 15 hotéis, enquanto a Iberostar parou de operar 12 de seus 18 hotéis. A Blue Diamond Resorts também se retirou após anos de operação.

A Ordem Executiva 14404, assinada por Donald Trump, impôs sanções a empresas que mantêm relações com o conglomerado estatal Gaesa, responsável por grande parte da infraestrutura turística. A crise econômica e a queda no fluxo de turistas acentuam a deterioração do cenário cubano.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Cuba – Após anos de crise econômica, apagões frequentes, escassez de produtos básicos e uma forte queda no turismo, Cuba está cada vez mais isolada. A ilha agora vê crescer a saída de empresas estrangeiras em meio ao endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos.

O episódio mais recente envolve duas das maiores bandeiras de pagamento do mundo. A partir de 6 de junho, os cartões de Visa e Mastercard deixarão de funcionar no país após a empresa responsável pelo processamento dessas operações encerrar suas atividades na ilha.

Mas as gigantes dos meios de pagamento não estão sozinhas. Nos últimos dias, redes hoteleiras como Meliá, Iberostar e Blue Diamond Resorts também anunciaram o encerramento ou a redução de parte de suas operações em Cuba, em um movimento que atinge diretamente um dos setores mais importantes da economia do país: o turismo.

A espanhola Meliá Hotels International confirmou o encerramento da gestão de 15 hotéis vinculados ao conglomerado estatal Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa). Presente em Cuba desde 1990, a empresa se consolidou como a principal operadora hoteleira estrangeira da ilha, chegando a administrar cerca de 33 empreendimentos e aproximadamente 14 mil quartos.

A também espanhola Iberostar informou que deixou de operar e comercializar 12 dos seus 18 hotéis em Cuba desde o início de junho. As unidades estavam associadas à Gaviota, braço turístico do Gaesa. Entre elas está o Iberostar Selection La Habana, inaugurado em 2025 e considerado um dos maiores investimentos recentes do setor no país.

A canadense Blue Diamond Resorts seguiu o mesmo caminho. A companhia anunciou sua saída da ilha após anos administrando dezenas de hotéis em destinos turísticos cubanos por meio de marcas como Royalton, Memories, Starfish, Mystique e Resonance.

Por trás desse movimento está a Ordem Executiva 14404, assinada pelo presidente Donald Trump em 1º de maio. A medida estabeleceu sanções secundárias contra empresas estrangeiras que mantenham relações comerciais com o Gaesa, conglomerado controlado pelas Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e responsável por boa parte da infraestrutura turística, comercial e logística do país.

O governo americano estabeleceu a sexta-feira, 5 de junho, como prazo para que empresas internacionais encerrassem seus vínculos com entidades associadas ao grupo. O descumprimento pode resultar em restrições de acesso ao sistema financeiro dos Estados Unidos, um risco considerado elevado para companhias com atuação global.

O Banco Central de Cuba informou que a empresa encarregada de processar as transações das duas bandeiras decidiu interromper seus serviços na ilha em razão das novas sanções. Como consequência, cartões Visa e Mastercard emitidos no exterior deixarão de funcionar em estabelecimentos cubanos.

O turismo que deu vida a Cuba

Durante décadas, o turismo funcionou como uma das principais fontes de entrada de moeda estrangeira para a ilha. Nos últimos anos, porém, a atividade passou a enfrentar dificuldades crescentes provocadas pela crise econômica interna, pelos problemas energéticos e pela redução do fluxo de visitantes.

Dados oficiais da Oficina Nacional de Estadística e Información (ONEI), mostram que Cuba recebeu cerca de 328 mil turistas internacionais entre janeiro e abril de 2026, uma queda de 55,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em 2025, o país registrou aproximadamente 1,8 milhão de visitantes, o menor volume em mais de duas décadas, excluindo os anos afetados pela pandemia.

A deterioração do cenário também levou empresas a rever sua presença no mercado cubano. Em comunicado enviado ao mercado espanhol, a Meliá afirmou que muitos dos hotéis afetados pela decisão já se encontravam fechados ou operando com atividade reduzida em razão da crise energética e da queda da demanda. A operação cubana da companhia registrou prejuízo de cerca de 4 milhões de euros em 2024.

A Iberia também suspendeu recentemente sua rota direta entre Madri e Havana, citando dificuldades operacionais e retração da demanda. A decisão reforça as dificuldades enfrentadas pelo turismo cubano para recuperar os níveis de atividade observados antes da pandemia.

Embora os efeitos das novas sanções ainda estejam começando a ser sentidos, a sequência de anúncios feita nos últimos dias oferece um retrato da pressão crescente sobre a economia cubana. Da saída de redes hoteleiras internacionais à suspensão das operações da Visa e da Mastercard, a ilha vê diminuir sua integração com empresas e serviços globais em um momento em que busca recuperar investimentos, turistas e receitas em moeda.



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