
A Inteligência Artificial tem ampliado sua presença nas áreas financeiras das empresas brasileiras. Segundo o estudo Global AI in Finance 2026, da KPMG, 91% das companhias consultadas no País já empregam a tecnologia em atividades do setor, enquanto 67% afirmam ter observado melhora na qualidade das decisões.
Uma das empresas que buscam aproveitar esse avanço é a Aurex, fintech especializada em infraestrutura de câmbio corporativo e pagamentos internacionais. Fundada em 2025, a companhia utiliza IA para automatizar operações cambiais, rotinas de tesouraria e a administração de recursos em diferentes moedas. A empresa afirma ter alcançado o ponto de equilíbrio financeiro em menos de um ano de atividade e movimentado mais de R$ 100 milhões durante seus primeiros 12 meses de operação.
De acordo com Felipe Sabino, CEO e cofundador da Aurex, a aplicação da tecnologia no mercado financeiro também tem impulsionado o chamado Agentic FX. O modelo emprega agentes de inteligência artificial para executar tarefas, interpretar informações e auxiliar empresas na gestão de transações cambiais.
Esses sistemas podem automatizar procedimentos, examinar dados financeiros e apoiar decisões relacionadas a operações internacionais. “Empresas que operam globalmente, por exemplo, precisam de uma infraestrutura financeira mais inteligente, capaz de acompanhar a velocidade dos negócios, reduzir a complexidade operacional e oferecer mais previsibilidade para o caixa”, afirmou.
A plataforma desenvolvida pela fintech concentra serviços de pagamentos internacionais, gestão de caixa em múltiplas moedas, automação cambial e suporte à tomada de decisão. A proposta é diminuir custos, elevar a eficiência operacional e facilitar o acompanhamento dos fluxos financeiros entre diferentes países.
“Desde a criação da Aurex, nosso objetivo foi simplificar a gestão financeira internacional por meio da inteligência artificial. Reunimos em uma única plataforma soluções de automação para a tesouraria, permitindo redução de custos, mais previsibilidade e decisões mais ágeis. Hoje atendemos empresas no Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos”, disse Sabino.
Para 2027, a expectativa do executivo é que a inteligência artificial ganhe espaço em processos que envolvem grandes volumes de informações. Agentes autônomos também deverão ser incorporados de maneira mais frequente à rotina das tesourarias, com capacidade para interpretar dados e fornecer suporte em tempo real.
Sabino avalia que a tecnologia não substituirá a definição da estratégia financeira. Sua função será ampliar a capacidade das organizações de avaliar cenários, antecipar demandas e administrar recursos com maior eficiência.
“É um momento importante para a evolução da tesouraria moderna. Mesmo assim, as empresas com atuação internacional precisam estar atentas à necessidade de estruturas financeiras mais integradas, que possam administrar recursos em diferentes moedas, crescer em eficiência operacional e responder com mais agilidade às mudanças do ambiente econômico”, afirmou o CEO da Aurex.




