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segunda-feira, agosto 10, 2026

IA acelera tarefas em tecnologia, mas o impacto nos negócios ainda é restrito

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O uso de inteligência artificial nos times de tecnologia no Brasil avançou de forma significativa ao longo de 2025, mas ainda enfrenta limitações quando se trata de gerar ganhos consistentes no desempenho das organizações. A conclusão é do Leading Tech Report 2026, estudo conduzido pela BossaBox com 143 líderes das áreas de Produto, Engenharia e Inovação.

De acordo com o levantamento, 82,6% das empresas ampliaram o uso de ferramentas de IA no último ano. Apesar do avanço, apenas 31,5% atingiram um nível elevado de maturidade na aplicação da tecnologia, o que evidencia um descompasso entre adoção e efetiva transformação operacional.

Na avaliação de André Abreu, CEO da BossaBox, o movimento atual reflete um estágio intermediário de evolução. Segundo ele, a inteligência artificial já acelera tarefas específicas, sobretudo nas áreas de engenharia, mas isso não significa que os fluxos de trabalho como um todo tenham se tornado mais eficientes. “Estamos vendo um movimento claro de adoção de IA dentro dos times de tecnologia. Muitas tarefas estão ficando mais rápidas, principalmente em Engenharia. Mas acelerar partes do fluxo não significa que o sistema inteiro ficou mais eficiente. O grande desafio agora é repensar o modelo operacional para que esses ganhos se traduzam em impacto real para o negócio”, afirmou.

O estudo também aponta diferenças relevantes entre áreas. Em Engenharia, 40,6% das empresas relatam alto nível de adoção de IA, enquanto em Produto esse percentual é de 25,2%. A disparidade sugere que a tecnologia ainda está concentrada em aplicações técnicas, com integração mais lenta em decisões estratégicas e na gestão de produtos.

Embora muitos times já percebam ganhos individuais de produtividade, esses avanços nem sempre se traduzem em melhorias no desempenho geral das organizações. A eficiência conquistada em etapas específicas do desenvolvimento tende a gerar novas pressões em outras fases do processo, como revisão, validação e alinhamento entre equipes.

Para o executivo, o principal desafio das empresas passa a ser estrutural. “O Leading Tech Report 2026 reforça que a adoção de IA já é realidade nos times de tecnologia, mas o verdadeiro impacto depende de uma transformação mais ampla. Não basta acelerar tarefas isoladas, é preciso repensar processos, responsabilidades e modelos de trabalho para que a tecnologia gere ganhos reais para o negócio e para o desenvolvimento de produtos digitais”, completou o executivo.




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