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terça-feira, agosto 4, 2026

Edtech UpMat alcança 4 milhões de estudantes e projeta crescer 43% em 2026

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A edtech UpMat Educacional, especializada na organização de competições acadêmicas, encerrou o último ciclo atendendo cerca de 4 milhões de estudantes por ano em aproximadamente 20 mil escolas brasileiras e projeta crescimento de 43% em 2026. Investida pela Potencia Ventures, fundo voltado a negócios de impacto social, a empresa pretende ampliar sua atuação na América Latina e consolidar o uso de inteligência artificial como ferramenta para escalar programas educacionais.

O avanço da companhia ocorre em um cenário de desafios para a educação global. De acordo com dados da UNESCO, 273 milhões de crianças estão fora da escola em todo o mundo e apenas dois em cada três estudantes concluem o ensino secundário. Nesse contexto, a UpMat busca ampliar o engajamento de alunos e escolas por meio de competições acadêmicas organizadas em larga escala.

Fundada em 2018 por Cristina Diaz, Élio Mega e Miguel Perez, a startup desenvolveu no Brasil o modelo denominado Olympics as a Service (OaaS), que permite a instituições públicas e privadas criar e administrar olimpíadas educacionais sem a necessidade de desenvolver infraestrutura própria.

Segundo Cristina Diaz, CEO da UpMat, a proposta vai muito além da realização de provas. “Nós transformamos competições acadêmicas em jornadas completas, capazes de aumentar o engajamento dos estudantes, fortalecer o vínculo entre escola e família e gerar evidências concretas de aprendizagem para gestores educacionais. Historicamente, organizar uma competição nacional exigia estruturas complexas, equipes especializadas e altos custos operacionais. Nós simplificamos o processo com uma plataforma que automatiza etapas críticas, como inscrições, aplicação de provas, correção, classificação, premiação e geração de relatórios.”

Em 2025, a empresa recebeu investimento da Potencia Ventures, organização dedicada ao financiamento de negócios com potencial de transformação social. Além do aporte financeiro, a parceria incluiu apoio estratégico para fortalecer a governança, estruturar o crescimento e ampliar a capacidade operacional da plataforma.

“Além do capital, a Potencia nos trouxe apoio estratégico para a profissionalização da operação, definição de prioridades de crescimento e ampliação da nossa capacidade de atender projetos de escala nacional. Esse movimento foi fundamental para posicionar a UpMat não apenas como organizadora de olimpíadas, mas como uma plataforma capaz de operar programas complexos para diferentes parceiros”, afirmou Cristina.

Para Itali Collini, líder da Potencia Ventures no Brasil, o investimento está alinhado à estratégia do fundo de fomentar soluções voltadas à educação e ao futuro do trabalho. “Nosso maior objetivo é atuar como investidores estratégicos em duas áreas essenciais para o desenvolvimento do país que são a educação e o futuro do trabalho”, disse Collini. “Nosso papel na Potencia é ir muito além da alocação de capital, mas também fornecer o suporte em governança e rede de contatos necessários para que essa infraestrutura chegue a cada vez mais organizações públicas e privadas.”

A tecnologia desenvolvida pela empresa permite que competições nacionais sejam estruturadas em poucos meses. A inteligência artificial é utilizada em diferentes etapas do processo, incluindo o recebimento das respostas, a correção das provas, a atribuição de notas e a identificação automática dos medalhistas.

“Enquanto grande parte das edtech foca exclusivamente na oferta de conteúdo, nosso diferencial é operar uma infraestrutura completa e altamente escalável para gerir programas educacionais de alcance nacional”, destacou a CEO.

Entre os principais projetos administrados pela plataforma estão o Concurso Internacional Canguru de Matemática, do qual o Brasil se tornou a maior operação mundial, além do Desafio Internacional Bebras de Pensamento Computacional, da OLITEF, Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira, e da ONEE, Olimpíada Nacional de Eficiência Energética.

Para os próximos anos, a estratégia da companhia prevê expansão internacional, ampliação das áreas de conhecimento contempladas pelas competições e desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial capazes de personalizar a jornada de aprendizagem dos estudantes.

“Queremos também nos aproximar cada vez mais de empresas, fundações e órgãos públicos que queiram usar o SaaS como um poderoso instrumento de engajamento e impacto social”, acrescentou Cristina.



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