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A AZ Quest busca levantar até R$ 482 milhões para um novo fundo imobiliário, o AZ Quest Panorama Data Centers, visando aproveitar o crescimento do mercado de data centers no Brasil.
O fundo pretende adquirir quatro ativos da Scala Data Centers, incluindo um data center em Fortaleza e subestações em Tamboré e Jundiaí. O data center de Fortaleza representa 60% do valor da operação, localizado em uma área estratégica para a internet no Brasil.
O Brasil é considerado um mercado promissor para data centers, com investimentos projetados de R$ 500 bilhões até 2030.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A AZ Quest está no mercado para levantar até R$ 482 milhões para um novo fundo imobiliário (FII) que pretende capturar o crescimento acelerado do mercado de data centers no Brasil.
A operação prevê a emissão de 4,82 milhões de cotas do fundo AZ Quest Panorama Data Centers, ao preço de subscrição de R$ 100 por unidade. Não está previsto lote adicional, e a oferta está condicionada à subscrição e à integralização de, no mínimo, R$ 291 milhões.
No prospecto, a gestora informa que o fundo pretende adquirir quatro ativos imobiliários da Scala Data Centers, que celebrará um contrato de sale and lease back com a empresa pelo prazo de 10 anos.
Os ativos são o data center da Scala em Fortaleza, juntamente com sua subestação, além de outras duas subestações da empresa, localizadas em Tamboré e Jundiaí, ambas em São Paulo.
Segundo o estudo de viabilidade que acompanha o prospecto da operação, o data center de Fortaleza e sua subestação representam 60% do valor da operação. Os ativos estão localizados na Praia do Futuro, por onde chegam 90% dos cabos de fibra óptica de internet do País.
O fundo terá prazo de duração determinado de 10 anos, prorrogável por mais 18 meses. Nesse período, a Scala terá três opções de recompra do portfólio (call option), pelo mesmo teto (cap rate) de aquisição. No 36º mês, a empresa poderá exercer essa opção pelo mesmo cap rate de entrada, com prêmio adicional de 9%; no 72º mês, com acréscimo de 5%; e, no 120º mês, sem qualquer prêmio.
O documento aponta que, considerando a captação dos R$ 482 milhões, o fundo deve apresentar uma rentabilidade mensal líquida de IPCA mais 9,5% ao ano, considerando a quitação no 120º mês.
O investimento ocorre em um momento em que o Brasil é visto como um dos mercados mais promissores para data centers, principalmente por possuir energia limpa em abundância e pelo avanço da digitalização, além da elevada demanda das big techs por capacidade para desenvolver suas soluções de inteligência artificial (IA).
A Associação Brasileira de Data Centers (ABDC) estima que os investimentos no País devem alcançar R$ 500 bilhões até 2030, impulsionados por um pipeline de projetos que promete mais do que quadruplicar a capacidade instalada, de 730 megawatts (MW) para 3,2 gigawatts (GW).
“As perspectivas para os próximos anos permanecem altamente favoráveis. A expectativa é de que a crescente adoção de soluções de IA, aliada à expansão dos serviços digitais e da computação em nuvem, sustente uma trajetória de crescimento robusta e de longo prazo para o mercado de data centers”, diz trecho do estudo da AZ Quest. “Nesse contexto, o Brasil apresenta vantagens competitivas relevantes para capturar parte desse crescimento global.”
A AZ Quest conta com R$ 36,7 bilhões em ativos sob gestão, sendo R$ 1,1 bilhão em estratégias imobiliárias, distribuídos em 12 fundos.
O início do período de coleta de intenções de investimento está marcado para 3 de julho, com encerramento em 31 de julho. A liquidação da oferta está prevista para 5 de agosto.
A operação está sendo coordenada pela XP Investimentos, com o Banco Daycoval atuando como administrador.
Procuradas pelo NeoFeed, a AZ Quest e a Scala não responderam aos pedidos de comentário até a publicação da nota.




