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terça-feira, agosto 18, 2026

Quase metade dos brasileiros planeja trocar de emprego ainda em 2026

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O mercado de trabalho brasileiro poderá registrar uma movimentação significativa nos próximos meses. Pesquisa da Robert Half mostra que 47% dos profissionais do país pretendem buscar um novo emprego no segundo semestre de 2026. Entre os entrevistados, 16% já procuram outra colocação, enquanto 31% planejam iniciar a busca até o fim do ano.

A possibilidade de conciliar melhor a carreira com a vida pessoal aparece como a principal motivação para uma mudança. Entre os trabalhadores interessados em sair do emprego atual, 43% desejam uma carga de trabalho mais administrável e maior equilíbrio na rotina.

A oferta de benefícios e vantagens mais competitivos ocupa a segunda posição, mencionada por 42% dos participantes. Na sequência estão o interesse por mais opções de trabalho remoto, com 35%, e a percepção de receber uma remuneração abaixo do esperado, apontada por 33%.

A falta de perspectivas de ascensão profissional também exerce influência relevante. Segundo o levantamento, 31% querem assumir uma posição mais elevada, mas identificam poucas oportunidades de crescimento no emprego atual. Outros 20% demonstram preocupação com a estabilidade do próprio cargo.

O esgotamento profissional leva 18% dos entrevistados a considerar uma mudança, enquanto 15% temem pela situação financeira da empresa na qual trabalham. A vulnerabilidade das ocupações diante das transformações tecnológicas foi mencionada por 10%, e a insatisfação com a liderança apareceu entre 8% dos participantes.

Ao mesmo tempo, a pesquisa identificou os fatores que contribuem para a permanência nas organizações. Ter um plano de carreira definido e oportunidades concretas de desenvolvimento foi citado por 47% dos profissionais que não pretendem mudar de emprego. O mesmo percentual considera adequada a remuneração recebida.

A realização profissional e a flexibilidade oferecida pelo trabalho também são importantes para a retenção de talentos, com 45% das respostas cada. Já os relacionamentos positivos construídos com colegas influenciam a decisão de permanecer no cargo para 28% dos entrevistados.

“Os resultados mostram que os profissionais seguem avaliando oportunidades de carreira, mas com mais critério e seletividade”, explica Marcela Esteves, diretora da Robert Half. “A manutenção da taxa de desemprego em níveis historicamente baixos sustenta esse movimento. Temos observado mais pessoas buscando, de forma intencional, oportunidades que representem um avanço significativo na carreira e que ofereçam flexibilidade e maior alinhamento com seus objetivos de longo prazo”, completa.

O estudo foi elaborado pela Robert Half e conduzido por uma empresa independente de pesquisa. Ao todo, foram ouvidos mil profissionais brasileiros das áreas de Finanças e Contabilidade, Tecnologia da Informação, Engenharia, Jurídico, Administrativo e Suporte ao Cliente.

Fundada em 1948, a Robert Half atua na seleção de profissionais permanentes e para projetos especializados. No Brasil, a companhia atende segmentos como finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing, vendas e alta gestão.

 




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