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terça-feira, agosto 18, 2026

Aprovação de Donald Trump despenca e atinge pior nível do mandato com a guerra e economia

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A popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em uma nova fase de deterioração, refletindo a combinação de pressões econômicas domésticas e desgaste político decorrente da política externa. Levantamento divulgado pelo Washington Post em parceria com a ABC News e o instituto Ipsos mostra que a taxa de desaprovação do republicano atingiu 62%, o nível mais alto desde o início de seu atual mandato, enquanto apenas 37% aprovam sua gestão.

O levantamento, realizado entre o fim de abril e o início de maio com cerca de 2,5 mil entrevistados, revela um quadro de insatisfação generalizada, com o presidente em terreno negativo em praticamente todos os temas avaliados. A economia, eixo central da campanha que o levou de volta à Casa Branca, tornou-se o principal vetor de desgaste. Três em cada quatro americanos desaprovam sua condução do custo de vida, e mais de 70% criticam a gestão da inflação, indicadores que ajudam a explicar a corrosão do apoio popular.

No campo internacional, a decisão de envolver o país em um conflito com o Irã ampliou a percepção negativa. Dois terços dos entrevistados rejeitam a forma como o governo conduz a guerra, e 61% classificam a intervenção como um erro estratégico, em um paralelo que analistas aproximam de episódios históricos de desgaste militar prolongado.

Para especialistas ouvidos pela imprensa internacional, o dado mais relevante não está apenas no nível absoluto de desaprovação, mas na sua composição. A erosão entre eleitores independentes e a perda de intensidade no apoio dentro da própria base republicana indicam um enfraquecimento estrutural. Segundo análise publicada pela agência Reuters, a queda reflete “insatisfação persistente com inflação e custo de vida”, fatores que têm impacto direto na percepção cotidiana do eleitor.

O diagnóstico é semelhante entre analistas políticos. Para observadores citados em veículos internacionais, o cenário revela uma mudança importante na dinâmica eleitoral: temas econômicos, tradicionalmente favoráveis aos republicanos, deixaram de ser um ativo claro. Em alguns levantamentos, democratas já aparecem empatados ou à frente em confiança para lidar com inflação e custo de vida, algo incomum em ciclos recentes.

Além do impacto econômico, a percepção de direção do país também pesa. Cerca de dois terços dos americanos avaliam que os Estados Unidos seguem no rumo errado, um indicador historicamente associado a ciclos de punição ao governo em eleições legislativas.

No ambiente político, os efeitos já começam a se traduzir em números. A vantagem democrata nas intenções de voto para a Câmara dos Representantes varia entre cinco e nove pontos, dependendo do nível de engajamento do eleitorado, sugerindo um risco concreto para a maioria republicana no Congresso.

Para cientistas políticos, o momento sintetiza um padrão clássico de desgaste presidencial acelerado quando fatores econômicos e geopolíticos convergem. Como resumiu um analista ouvido pela imprensa americana, “quando o bolso do eleitor é pressionado, o custo político tende a aparecer rapidamente”. A combinação de inflação persistente, energia mais cara e incerteza externa coloca a administração Trump diante de um dos cenários mais desafiadores desde o início do mandato.

 



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