23.9 C
São Paulo
domingo, maio 24, 2026

“Não quer perder dinheiro? Faça parcial”, diz Léo Santana, CEO da Top Gain

DEVE LER






Conteúdo XP

A busca por taxa de acerto elevada costuma ser um dos principais objetivos de quem começa no day trade.

Parte dos traders mais experientes segue justamente o caminho oposto: em vez de tentar acertar todas as operações, prioriza gerenciamento de risco, payoff e capacidade de alongar ganhos quando o mercado entrega oportunidade.

Léo Santana trader e CEO da Top Gain foi o convidado do episódio 34 da 3ª temporada do programa A Arte do Trade, no canal GainCast.

No programa, ele explicou como utiliza parcial, médio para frente e relação risco-retorno para estruturar suas operações no mercado futuro.

Parcial e payoff

Na visão de Santana, boa parte dos traders concentra energia excessiva na tentativa de elevar a assertividade operacional, enquanto negligencia um fator considerado essencial: a relação risco-retorno.

Segundo ele, operações lucrativas no longo prazo dependem muito mais da capacidade de alongar ganhos do que simplesmente acertar muitas entradas consecutivas.

Além disso, o trader afirma que a parcial exerce papel central dentro da sua metodologia.

Ao reduzir parte da posição rapidamente, é possível aliviar pressão emocional, proteger capital e permitir que a operação continue aberta buscando movimentos maiores.

“Não quer perder dinheiro no mercado financeiro, é só fazer parcial”, ensina.

Nesse modelo, a parcial não representa o encerramento prematuro da operação, mas sim uma forma de reposicionar o risco.

Depois disso, o foco passa a ser o alongamento do trade.

Para ele, essa dinâmica permite aumentar o potencial de ganho sem ampliar a exposição financeira de forma descontrolada. “A parcial ela tira o meu risco”, observa.

Por outro lado, Santana afirma que muitos operadores acabam utilizando a parcial de maneira equivocada.

Isso porque reduzem a posição rapidamente, mas encerram operações vencedoras cedo demais.

Na avaliação do trader, esse comportamento compromete o payoff e impede o crescimento consistente no longo prazo: “A galera tem medo de ganhar dinheiro.”

Errar rápido e barato

Outro ponto defendido por Santana envolve a necessidade de aceitar o erro como parte inevitável da atividade.

Para ele, traders que operam tentando evitar qualquer loss acabam criando pressão psicológica excessiva, o que prejudica execução e tomada de decisão durante o pregão.

Diante disso, o trader afirma que prefere trabalhar com stops curtos e objetivos.

Em vez de buscar a perfeição operacional, procura estruturar um modelo em que perdas sejam pequenas e rapidamente controladas.

Dessa maneira, operações vencedoras conseguem compensar vários erros menores ao longo do mês. “A gente precisa errar curto, rápido e barato”, reforça.

Santana também questiona a obsessão de parte do mercado pela taxa de acerto elevada.

De acordo com ele, mesmo operando ao vivo diariamente, sua assertividade gira em torno de 55%, percentual que considera apenas levemente acima do equilíbrio probabilístico natural do mercado.

Ainda assim, afirma manter lucratividade justamente através do payoff. “Como é que você ganha dinheiro? Risco-retorno”, destaca.

Crítica ao scalping

Embora utilize parcial curta em determinadas situações, Santana faz distinção clara entre essa prática e estratégias exclusivamente focadas em scalping.

Para o trader, operações extremamente curtas podem gerar sensação ilusória de eficiência operacional, principalmente por apresentarem taxa de acerto elevada no curto prazo.

Na avaliação dele, o problema aparece justamente quando custos operacionais, emolumentos e relação risco-retorno entram na equação.

Segundo Santana, traders que dependem apenas de movimentos pequenos acabam presos em uma dinâmica de alto giro e baixa eficiência financeira.

“Scalping é a falsa sensação do dinheiro rápido e fácil”, afirma.

Ele também critica estratégias de médio para trás, prática em que o operador aumenta posição em operações negativas tentando melhorar preço médio.

De acordo com Santana, esse comportamento cria risco assimétrico e pode gerar perdas difíceis de controlar em momentos de volatilidade elevada.

“Tem duas coisas que não funcionam: scalping e médio para trás”, alerta.

Por fim, Santana afirma que sua operação busca justamente combinar proteção rápida com capacidade de capturar movimentos maiores do mercado.

Dessa forma, entende que o objetivo principal não está em acertar sempre, mas em construir uma matemática operacional sustentável no longo prazo.

“Eu preciso fechar esse risco-retorno”, conclui.



Fonte Link

- Publicidade -spot_img

Mais Artigos

- Publicidade -spot_img

Último Artigo