Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (03/09) com leve baixa de 0,03%, aos 187.695 pontos, em um movimento de correção após as altas recentes. O Ibovespa encerrou a última sessão praticamente estável, com queda de 0,01%, aos 185.188,13 pontos, interrompendo uma sequência de 11 altas. O índice chegou aos 188.891,50 pontos, mas perdeu força com a realização de lucros e a cautela antes do payroll dos Estados Unidos. Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4) pressionaram a Bolsa, enquanto bancos e B3 (B3SA3) limitaram as perdas. No exterior, Wall Street avançou mais de 1%, favorecida pela queda dos rendimentos dos Treasuries e pela sinalização de manutenção dos juros norte-americanos.
Para os traders de mini-índice, o payroll será a principal referência desta sexta-feira, com potencial para alterar as expectativas sobre os juros dos EUA e o apetite ao risco. O comportamento de Vale e Petrobras após a correção, a sustentação dos bancos e a possibilidade de novas realizações depois da longa sequência positiva deverão indicar se o contrato retoma o fluxo comprador ou amplia o ajuste.
Análise do gráfico de 15 minutos
Na minha leitura do gráfico de 15 minutos, o mini-índice perdeu força após as altas recentes e encerrou a última sessão com leve queda. O fechamento entre as médias móveis de 9 e 21 períodos mostra uma redução do impulso comprador e deixa o contrato em uma região de definição no curto prazo.
Para ampliar o movimento de correção, será necessária a entrada de fluxo vendedor capaz de romper o suporte de 187.300/186.800 pontos. A perda dessa faixa poderá intensificar a pressão negativa e levar o contrato até 185.655/184.425 pontos. Em uma correção mais extensa, o alvo seguinte estará em 183.670/182.835 pontos.
No sentido contrário, a retomada da alta dependerá do rompimento da resistência de 188.045/188.940 pontos. Se houver entrada consistente de volume comprador acima dessa região, o mini-índice poderá buscar 189.460/190.345 pontos. O alvo mais longo fica em 191.285/191.585 pontos.
No gráfico diário, observo que o mini-índice encerrou a sessão em baixa e iniciou um movimento corretivo após a sequência recente de ganhos. Apesar do recuo, o contrato continua acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mantendo a estrutura principal favorável aos compradores.
Para retomar o movimento de alta, o ativo precisa superar a região de 189.460/192.115 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos estarão em 195.030 e 199.500 pontos.
Por outro lado, a correção poderá ganhar força se o contrato perder o suporte de 186.485/181.360 pontos. O rompimento dessa região abrirá espaço para uma queda em direção a 175.880/167.975 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 73,04 pontos, dentro da zona de sobrecompra. O indicador confirma a intensidade da valorização recente, mas também reforça a necessidade de cautela diante da possibilidade de novas realizações de lucros. A condição de sobrecompra, isoladamente, não representa uma confirmação de reversão da tendência.
WINV26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, vejo que o mini-índice encerrou a sessão com leve baixa e passou a negociar na região delimitada pelas médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Ainda assim, o contrato permanece inserido em uma tendência de alta.
Para retomar o fluxo comprador, será necessário superar a resistência de 190.560/191.585 pontos, preferencialmente com aumento de volume. O rompimento dessa faixa poderá levar o ativo até 192.495/195.030 pontos. Mais acima, o próximo objetivo estará em 195.915 pontos.
No cenário de continuidade da correção, acompanho inicialmente o suporte de 186.800/183.670 pontos. A perda dessa região enfraquecerá a estrutura de curto prazo e poderá abrir caminho para 181.970/178.610 pontos. Em um movimento vendedor mais amplo, os alvos seguintes estarão em 176.100/173.875 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)




