20.5 C
São Paulo
sexta-feira, setembro 4, 2026

Ibovespa perde fôlego após 11 altas; e agora?

DEVE LER







O Ibovespa encerrou a última sessão praticamente estável, com leve queda de 0,01%, aos 185.188 pontos. Apesar da variação discreta, o resultado interrompeu uma sequência de 11 altas consecutivas. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 184.718 pontos e a máxima de 188.891 pontos.

Na minha leitura, o principal destaque não está na intensidade da queda, mas na dinâmica da sessão. O Ibovespa chegou a avançar até 188.891 pontos, mas perdeu força ao longo do pregão, devolveu os ganhos e terminou próximo da mínima. Esse comportamento sinaliza realização de lucros após a forte valorização recente, embora ainda não seja suficiente para caracterizar uma reversão da tendência.

No gráfico diário, observo que o índice permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando a estrutura altista. O afastamento considerável em relação às médias, somado ao IFR (14) em 76,80 pontos, na região de sobrecompra, aumenta a possibilidade de uma correção ou acomodação dos preços no curto prazo.

Para retomar a alta, o Ibovespa precisa superar a região de resistência em 185.190/188.895 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos aparecem em 192.890/199.354 pontos.

Na direção contrária, a correção ganhará força com a perda dos suportes e das médias em 178.000/175.220/172.775 pontos. Caso esse movimento seja confirmado, acompanho os 164.835 pontos e, em uma queda mais ampla, os 161.745 pontos.

Gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, o Ibovespa também continua acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. A estrutura de curto prazo, portanto, permanece positiva, mas a perda de força após o teste das máximas exige cautela nas próximas sessões.

Para recuperar o impulso comprador, o índice precisa romper a resistência em 187.845/188.950 pontos. Confirmado o rompimento com volume, projeto como próximos alvos 191.340/192.545 pontos e, posteriormente, 195.280/196.725 pontos.

Já a faixa de 184.715/183.570 pontos representa o principal suporte imediato. A perda dessa região poderá confirmar a continuidade do fluxo corretivo e abrir espaço para uma queda em direção a 179.730/177.155 pontos. Abaixo desses patamares, o alvo mais longo aparece em 173.660 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Minicontratos

Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (03/09) com leve baixa de 0,03%, aos 187.695 pontos, em um movimento de correção após as altas recentes.

Em resumo, avalio que o mini-índice passa por uma acomodação no curtíssimo prazo depois do forte movimento comprador das sessões anteriores. No gráfico de 15 minutos, o contrato terminou entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando maior equilíbrio entre compradores e vendedores. A primeira região de suporte está em 187.300/186.800 pontos, enquanto a resistência imediata aparece em 188.045/188.940 pontos. O rompimento de uma dessas faixas poderá definir a direção do pregão.

Nos períodos mais longos, a tendência principal continua positiva. O gráfico diário mantém o contrato acima das médias móveis, embora o IFR esteja em sobrecompra. No gráfico de 60 minutos, o WINV26 também preserva a tendência de alta, mas precisa recuperar resistências importantes para retomar o avanço.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (03/09) em alta de 0,11%, aos 5.132,5 pontos

Na minha leitura, a leve alta da última sessão representou uma tentativa de reação do minidólar, mas ainda não alterou a configuração técnica mais fragilizada. No gráfico de 15 minutos, o contrato permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, tendo como referências imediatas o suporte em 5.129,5/5.107,5 e a resistência em 5.144/5.171. A superação da resistência poderá dar fôlego à recuperação, enquanto a perda do suporte recolocará os vendedores no controle.

O gráfico diário também mostra o ativo abaixo das médias móveis, indicando que a recuperação ainda precisa ser confirmada. No intervalo de 60 minutos, o contrato segue abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos, cenário que mantém a pressão vendedora apesar do fechamento positivo.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Os contratos futuros de Bitcoin (BITU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão em forte alta de 6,03%, aos 420.120 pontos.

Pelo gráfico diário, observo que o futuro de Bitcoin formou um forte movimento de alta e passou a negociar acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que reforça o domínio do fluxo comprador. O IFR (14), em 69,87, está próximo da região de sobrecompra, o que indica um movimento mais esticado e exige atenção a uma eventual realização de lucros, sem comprometer, por enquanto, o viés positivo.

Para retomar o fluxo de baixa, o contrato precisa perder a região de 396.420/387.130 pontos. O rompimento dessa faixa poderá ampliar a pressão vendedora, com alvos em 369.655/351.920 pontos e, em um movimento mais longo, em 325.795/312.820 pontos.

No sentido contrário, a continuidade da alta dependerá do rompimento de 430.895/457.495 pontos. Acima dessa região, vejo espaço para o contrato avançar em direção a 472.840/514.500 pontos, tendo como alvo mais distante os 583.200 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração Rodrigo Paz

Suporte e resistência

Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta sexta-feira (04).

IM Points. Fonte: Nelogica.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)



Fonte Link

- Publicidade -spot_img

Mais Artigos

- Publicidade -spot_img

Último Artigo