Os contratos de mini-índice (WINM26), com vencimento em junho, encerraram a última sessão (09/06) com alta de 0,45%, aos 170.060 pontos, em um movimento de recuperação após as fortes perdas recentes. O mini-índice acompanhou a melhora do humor dos mercados e interrompeu uma sequência recente de quedas, em um pregão marcado por menor pressão sobre os ativos de risco. Apesar de as tensões no Oriente Médio seguirem no radar, a queda do petróleo e a expectativa pelos dados de inflação dos Estados Unidos ajudaram a reduzir parte da cautela dos investidores. No exterior, as bolsas americanas encerraram o dia sem direção única.
No Brasil, o avanço dos grandes bancos foi o principal suporte para a recuperação do Ibovespa, compensando as perdas de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4). Para o trader de mini-índice, o foco permanece nos desdobramentos do cenário geopolítico, nos dados de inflação dos EUA e nas expectativas para os juros, fatores que seguem influenciando o fluxo e a volatilidade dos mercados.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a sessão em alta e passou a negociar entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, mostrando um comportamento mais construtivo após a sequência de quedas observada nas últimas semanas.
Para que o movimento de recuperação ganhe força, será necessária a entrada de fluxo comprador capaz de superar a região de resistência em 170.480/171.200 pontos. Caso esse rompimento ocorra, vejo espaço para avanço até 171.675/172.280 pontos, com alvo mais amplo na região de 172.855/173.070 pontos.
Por outro lado, caso os vendedores retomem o controle do mercado, a perda da faixa de suporte em 169.970/169.700 pontos poderá abrir caminho para um movimento corretivo mais intenso, com objetivos em 169.100/168.635 pontos. Abaixo dessa região, o mercado pode acelerar em direção a 168.485/168.145 pontos.
No gráfico diário, sigo observando um cenário predominantemente baixista. Apesar da recuperação recente, o mini-índice permanece negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, o que mantém a estrutura negativa para o curto prazo.
A alta da última sessão pode representar o início de um movimento corretivo mais consistente, especialmente diante do IFR (14) em 30,22 pontos, próximo da região de sobrevenda. Após um movimento tão esticado de queda, esse indicador costuma favorecer repiques técnicos.
Ainda assim, considero que a tendência principal permanece de baixa. Para uma reversão mais relevante, será necessário superar a faixa de resistência entre 171.675 e 175.100 pontos, o que abriria espaço para avanços em direção a 177.990/180.385 pontos. Pelo lado vendedor, a perda de 168.635/166.275 pontos poderá reacender a pressão baixista, com projeções para 165.170/162.350 pontos.
WINM26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o cenário apresentou melhora. O mini-índice encerrou a última sessão negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça o movimento de recuperação observado no curtíssimo prazo.
Para que esse repique tenha continuidade, será importante acompanhar o comportamento dos preços diante da resistência em 170.480/171.675 pontos. O rompimento dessa faixa poderá atrair novos compradores e abrir espaço para avanços em direção a 173.070/174.650 pontos. Em um cenário mais otimista, os próximos objetivos passam a ser 175.855/176.325 pontos.
Por outro lado, caso o mercado volte a sofrer pressão vendedora, a região de suporte em 169.475/168.635 pontos será decisiva. A perda desse intervalo poderá recolocar o ativo em trajetória de queda, com alvos em 167.620/166.840 pontos e, posteriormente, em 165.810/165.170 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)




