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quarta-feira, junho 10, 2026

Frango vivo sobe 12,2% em maio enquanto preços da carne ficam próximos de R$ 7,20/kg Agrimidia

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O mercado de frango apresentou movimentos distintos em maio, com estabilidade nos preços da carne e forte valorização do animal vivo no estado de São Paulo. Os dados foram divulgados pelo CEPEA nesta quarta-feira (10) e refletem mudanças no ritmo de consumo e na estratégia de produção ao longo do mês.

Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado teve média de R$ 7,17 por quilo, com leve alta de 0,2% frente a abril. O frango resfriado foi negociado a R$ 7,21 por quilo, avanço de 0,3% no mesmo período. Apesar da estabilidade mensal, os valores permanecem cerca de 20% inferiores aos registrados em maio do ano passado, considerando a correção inflacionária.

O comportamento da demanda foi determinante para esse cenário. Na primeira quinzena, o consumo mais aquecido sustentou os preços, enquanto na segunda metade do mês houve enfraquecimento, pressionado pela menor competitividade da carne de frango em relação às proteínas bovina e suína.

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Entre os cortes, o desempenho também foi heterogêneo. A asa congelada registrou valorização de 1,8%, com média de R$ 11,06 por quilo. Já o drumet apresentou queda de 2,7%, sendo negociado a R$ 9,23 por quilo.

Frango vivo sobe 12,2% em maio enquanto preços da carne ficam próximos de R$ 7,20/kg

Produção ajustada reduz oferta e eleva cotações

O frango vivo foi o principal destaque do período. Em São Paulo, a média chegou a R$ 5,02 por quilo, representando aumento expressivo de 12,2% em relação a abril. Segundo o CEPEA, a alta está diretamente ligada ao ajuste nos alojamentos realizado pelos produtores, numa tentativa de equilibrar a oferta após meses de excedente.

Além disso, o patamar mais elevado do frango abatido no mês anterior abriu espaço para a recomposição dos preços do animal vivo. Com menor disponibilidade em determinados momentos, as cotações ganharam força ao longo de maio.

O conjunto dos dados indica um setor em fase de reequilíbrio, sensível tanto às oscilações da demanda quanto às decisões produtivas nas granjas. A tendência, segundo o levantamento, é de continuidade desses ajustes nos próximos meses, com impacto direto sobre os preços ao consumidor e ao produtor.

Fonte: CEPEA



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