A sexta-feira (21) começa com investidores de olho nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, que seguem próximos dos maiores níveis em mais de uma década, refletindo preocupações com a trajetória fiscal dos Estados Unidos e mantendo pressão sobre os mercados globais. Apesar da leve alta dos futuros de ações, o S&P 500 caminha para sua primeira perda semanal desde o fim de julho. Ao mesmo tempo, investidores acompanham novos sinais da atividade econômica, com destaque para os PMIs preliminares dos Estados Unidos e da Europa.
Enquanto isso, a tensão no Oriente Médio continua como um dos principais vetores de risco, especialmente pelos possíveis impactos sobre o mercado de energia e, consequentemente, sobre a inflação. Ainda assim, sem uma escalada adicional do conflito, o mercado vê hoje uma realização de lucros no petróleo após cinco sessões consecutivas de alta. O Brent, referência internacional para o comércio da commodity, permanece acima de US$ 90 por barril.
No Brasil, o foco recai sobre a combinação entre commodities e preocupações fiscais. A possibilidade de prorrogação da subvenção à gasolina pode ajudar a reduzir pressões inflacionárias de curto prazo, mas reacende dúvidas sobre o custo fiscal da medida e sua sustentação jurídica.
Na agenda do dia, sem indicadores macroeconômicos relevantes, o mercado acompanha a entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, além de eventos políticos.




