As ações do varejo seguem entre os ativos mais fragilizados da Bolsa brasileira em 2026. Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3) continuam pressionadas no gráfico semanal, acumulando fortes perdas no ano e mantendo estruturas técnicas deterioradas, em meio à predominância do fluxo vendedor e à dificuldade de retomada mais consistente do movimento comprador.
Na minha leitura, o cenário segue bastante desafiador para o setor. Os dois papéis negociam abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que reforça a tendência principal de baixa no médio prazo. Além disso, a perda de importantes regiões de suporte e a incapacidade de sustentar repiques mais longos mantêm o mercado atento ao risco de continuidade das quedas nas próximas semanas.
Análise técnica Magazine Luiza (MGLU3)
No gráfico semanal, observo que Magazine Luiza (MGLU3) segue com estrutura fragilizada e mantém tendência de baixa no médio prazo. O ativo acumula queda de 25,59% em 2026 e encerrou a última sessão cotado a R$ 6,59, com baixa de 0,75%.
Pela leitura gráfica, o papel segue negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, além de ter rompido recentemente uma linha de tendência de alta que sustentava a recuperação iniciada no segundo semestre de 2025. Esse movimento reforçou a retomada do fluxo vendedor e aumentou a pressão negativa sobre o ativo.
Na minha leitura, a região de R$ 6,15 segue como principal suporte e ponto decisivo para os próximos movimentos. Caso esse nível seja perdido, o fluxo vendedor pode ganhar intensidade e abrir espaço para continuidade das quedas em direção aos suportes em R$ 5,23, R$ 4,81, R$ 4,00 e posteriormente R$ 3,27.
O comportamento recente também mostra perda de força compradora e dificuldade do ativo em sustentar movimentos de recuperação acima das médias móveis, mantendo o cenário técnico bastante pressionado.
Por outro lado, para que o papel volte a ganhar tração compradora no médio prazo, será importante superar inicialmente as resistências em R$ 7,85 e R$ 8,67, regiões próximas das médias móveis e de antigas zonas de congestão. Acima dessas faixas, o ativo poderia buscar movimentos mais amplos de recuperação em direção a R$ 9,66, R$ 11,44 e R$ 13,21.
Ainda assim, no momento, sigo entendendo que o cenário gráfico permanece mais favorável para continuidade da tendência de baixa.
Confira nossas análises:
Análise técnica Casa Bahia (BHIA3)
No gráfico semanal, Casas Bahia (BHIA3) segue apresentando uma das estruturas gráficas mais fragilizadas da Bolsa brasileira no médio prazo. O ativo acumula forte queda de 55,87% em 2026 e, apesar da alta de 3,73% na última sessão, encerrando cotado a R$ 1,39, o movimento ainda não altera o cenário técnico predominantemente baixista.
Pela leitura gráfica, observo que o papel segue negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mantendo clara tendência de baixa e ainda sem sinais consistentes de reversão.

Na minha leitura, o principal ponto de atenção está na região de R$ 1,22, atual mínima histórica do ativo. Caso esse nível seja rompido, o fluxo vendedor tende a ganhar ainda mais intensidade, ampliando o movimento de queda e aprofundando a deterioração técnica do papel.
Por enquanto, sigo entendendo que o ativo permanece sem configuração gráfica favorável, e a melhor estratégia continua sendo cautela enquanto não houver sinais mais claros de reversão da tendência principal.
Por outro lado, para tentar iniciar algum movimento de recuperação mais consistente, será importante superar inicialmente as resistências em R$ 1,65 e R$ 2,08. Acima dessas regiões, o papel poderia abrir espaço para movimentos mais amplos em direção a R$ 2,69, R$ 3,50, R$ 4,17 e posteriormente R$ 5,09.
“Ainda assim, no momento, sigo avaliando que o cenário permanece mais favorável para continuidade da tendência de baixa do que para uma retomada sustentável de alta.”
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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