(Imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
A prévia da inflação de julho abre espaço para novos cortes na taxa Selic, ainda que o Banco Central deva manter cautela diante das incertezas no cenário doméstico e externo, afirmou Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime, nesta terça-feira (28).
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Em entrevista ao Giro do Mercado, programa do Money Times no YouTube, ela apontou que o resultado veio muito abaixo das projeções do mercado e dá mais conforto para o BC manter a flexibilização monetária, sem renunciar à prudência diante das incertezas no cenário econômico global. Veja a entrevista abaixo:
Na avaliação da economista, o indicador mostrou uma desaceleração da inflação maior do que a esperada pelos analistas, principalmente devido à queda mais intensa dos preços de alimentos.
O movimento ajudou a reduzir o índice e fortaleceu o argumento para um corte na Selic na próxima reunião do Copom. “Quando esse grupo cai, ele puxa outros grupos da economia para baixo, como itens de bens finais”, explicou.
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Ainda assim, Kawauti avalia que o Banco Central não deve acelerar o ritmo de redução dos juros. A projeção da Lifetime é de um corte na Selic de 0,25 ponto percentual em agosto, levando a taxa para um ciclo gradual de redução dos juros.
“Nossa projeção para a Selic é de 13,5% a 13,75% ao final do ano. Existe um grande espaço para cortes na reunião de agosto, mas em 0,25 p.p. Não deve ser mais do que isso”, esclareceu a especialista.
Kawauti justifica que a continuidade do movimento de cortes depende da evolução do cenário externo com a guerra no Oriente Médio. Para ela, se as negociações iniciadas nesta semana resultarem em maior estabilidade, com redução dos riscos para o petróleo e a abertura do estreito de Ormuz, o Banco Central poderá ganhar mais confiança para seguir reduzindo os juros nas reuniões seguintes.
“Ainda há espaços para cortes, mas o BC ainda enfrenta muita incerteza vinda do lado da guerra e da pressão doméstica em relação à inflação”, reitera a economista.
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*Com supervisão de Maria Carolina Abe
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