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terça-feira, julho 28, 2026

Brasil vê avanço na exportação de frango em 2026 apesar de União Europeia e guerra – Money Times

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(iStock.com/davit85)

As exportações de carne de frango do Brasil, maior exportador global, podem alcançar um recorde de até 5,875 milhões de toneladas em 2026, alta de até 10,3% sobre 2025, apesar de incertezas sobre os embarques para a União Europeia e da guerra no Oriente Médio, estimou nesta terça-feira (28) a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

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Já a produção brasileira de carne de frango deverá crescer até 5,6%, para um intervalo entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas, mesmo com o mercado interno lidando com desafios relacionados ao endividamento das famílias e das apostas, que reduzem os recursos para a alimentação da população mais carente.

No geral, o consumo per capita de carne de frango deverá aumentar para até 48,1 kg em 2026, versus 46,7 kg em 2025, segundo dados a ABPA, entidade que representa companhias como a MBRF e a Seara, da JBS.

Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, mesmo que a União Europeia deixe de comprar carne de frango brasileira a partir de 3 de setembro — enquanto o Brasil negocia garantias de que não usa antimicrobianos na exportação aos europeus –, a situação seria contornável, com o redirecionamento dos embarques.

“Já permanecemos no ano passado quatro meses (sem a Europa por conta da gripe aviária), e fechamos com exportações positivas, o Brasil tem como redirecionar”, disse Santin a jornalistas.

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Ele ponderou que o Brasil vende mais peito de frango — produto de valor mais alto — para a Europa, o que poderia representar alguma perda de receita. Mas destacou que a UE responde por fatia menor dos embarques nacionais — de menos de 5% em 2025 — comparativamente com o Oriente Médio, que importou quase 30% do total no ano passado.

“O difícil” seria se Oriente Médio fechasse, comentou, lembrando que apesar da guerra no Irã, algumas rotas de transporte como o Canal de Suez estão sendo mantidas.

Ainda comentando sobre a UE, ele disse que o Brasil “de fato segrega” a produção sem os antimicrobianos que os europeus exigem, enquanto o governo trabalha para garantir o que ele chamou de “mais uma camada de segregação”.

Ele disse achar “possível” que as exportações para a UE continuem a partir de 3 de setembro, no caso de os europeus decidirem “com base nas informações iniciais” prestadas pelos brasileiros, “e não no relatório final”.

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Ele comentou que o setor está acionando importadores europeus para atuarem junto aos governos, lembrando que a oferta brasileira pode ser importante em momento em que países da UE lidam com incêndios florestais e casos de gripe aviária.

As exportações brasileiras de carne de frango terminaram o primeiro semestre com recordes em receita e volumes, liderados pela demanda de países como a China, Japão e Emirados Árabes Unidos. Santin citou também a demanda europeia, assim como alguma antecipação de importadores, diante da ameaça de embargo a partir de setembro.

Para 2027, a entidade prevê que as exportações de carne de frango avancem para até 6,05 milhões de toneladas, aumento de até 3,0% sobre a projeção de 2026, enquanto a produção deverá atingir até 16,6 milhões de toneladas, crescimento de até 2,8% na mesma comparação.

Carne suína

No setor de carne suína do Brasil, terceiro exportador global atrás de Estados Unidos e União Europeia, a ABPA estima que as exportações brasileiras alcancem até 1,6 milhão de toneladas em 2026, avanço de até 5,9% ante 2025.

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Segundo Santin, apesar de queda nas exportações para a China este ano, o Brasil tem avançado em outros mercados, enquanto os embarques dos concorrentes europeus estão caindo e os norte-americanos estão ampliando vendas, tendo os chineses como grandes importadores.

O executivo lembrou que a produção da China está “bastante elevada”, mas ela não deixará de comprar os miúdos, pois consome mais do que consegue produzir.

De outro lado, o Brasil tem ampliado embarques para as Filipinas, que são o principal destino do produto brasileiro, já que o país asiático não conseguiu ainda resolver questões ligadas à peste suína africana.

A produção de carne suína do Brasil em 2026 deverá somar até 5,87 milhões de toneladas, aumento de até 5,0% no mesmo comparativo, disse Santin, observando que o setor não tem detectado queda no consumo interno apesar do ambiente econômico desafiador, com o endividamento das famílias e as “bets”.

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Para 2027, a associação projeta exportações de carne suína de até 1,7 milhão de toneladas, crescimento de até 6,3% sobre 2026, enquanto a produção deverá atingir até 6,05 milhões de toneladas, avanço de até 3,1% na mesma base de comparação.

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