(Imagem: Getty Images/Canva Pro)
Os preços médios dos combustíveis voltaram a cair em julho, com recuo em cinco dos seis produtos acompanhados pelo Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe em parceria com a Fipe. A maior queda foi do etanol hidratado (-2,3%), seguido pelo diesel comum (-2,1%) e pelo diesel S-10 (-1,8%).
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As gasolinas também registraram baixa, enquanto o Gás Natural Veicular (GNV) foi o único a subir, com alta de 4,0%, em linha com reajustes na cadeia do gás natural.
Na média nacional, os preços ficaram em R$ 6,981 por litro no diesel S-10 e R$ 6,833 no diesel comum. A gasolina aditivada foi cotada a R$ 6,821 e a gasolina comum, a R$ 6,693. O etanol hidratado teve média de R$ 4,163 por litro, e o GNV, de R$ 4,846 por metro cúbico.
4Entre os Estados, o Distrito Federal registrou o menor preço médio da gasolina comum (R$ 6,319), e Mato Grosso teve a menor média do etanol (R$ 3,847), com valores mais baixos concentrados em áreas produtoras ou próximas aos polos de oferta.
No diesel, o Rio Grande do Sul apresentou o menor preço médio do S-10 (R$ 6,506), e o Paraná liderou no diesel comum (R$ 6,353). No GNV, apesar da alta nacional, as menores médias foram observadas em Alagoas (R$ 4,271), Espírito Santo (R$ 4,406) e Bahia (R$ 4,449).
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O monitor aponta, porém, que a queda de julho não reverteu as altas acumuladas em 2026. Até julho, o diesel S-10 sobe 13,0% e o diesel comum, 11,6%, enquanto a gasolina avança 6,6% (comum) e 6,1% (aditivada); o etanol, por sua vez, recua 7,0% no ano.
Na comparação com julho de 2025, o diesel S-10 ainda está 13,8% mais caro e o diesel comum, 12,4%, com altas também na gasolina comum (6,4%), na aditivada (5,9%) e no GNV (0,7%). O etanol segue na contramão, com queda de 2,2% em 12 meses.
Maior oferta
O levantamento atribui o cenário à maior oferta doméstica de etanol, à transmissão gradual das cotações internacionais do petróleo ao mercado interno e à retirada parcial de medidas de amortecimento, em um mercado ainda sensível ao petróleo, ao câmbio e a tensões geopolíticas.
O destaque do mês foi o Indicador de Custo-Benefício Flex, que caiu para 66,7% na média das unidades da Federação, o menor nível desde o início da série histórica, em janeiro de 2017.
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Como o patamar ficou abaixo da referência de 70%, o etanol ampliou a vantagem econômica em relação à gasolina comum, sobretudo em estados produtores ou próximos aos principais centros de oferta do biocombustível, informou o Veloe.
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