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quarta-feira, junho 3, 2026

Como o gráfico Renko ajudou Júnior Vianna a construir seu operacional

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Muitos traders conseguem estudar análise técnica, entender setups e aprender indicadores.

Mas, ainda assim, boa parte trava justamente na hora de transformar a leitura em execução prática dentro do mercado, principalmente por ainda não terem encontrado um modelo operacional compatível com sua forma de operar.

Convidado do episódio 33 da 3° temporada do programa A Arte do Trade, no canal GainCast, Júnior Vianna explica como o gráfico Renko mudou sua forma de enxergar o mercado e ajudou na construção do operacional que utiliza atualmente.

Clareza operacional

Vianna afirma que passou por diferentes metodologias antes de encontrar identificação com o gráfico Renko.

Segundo ele, apesar de já compreender conceitos de análise técnica, ainda existia dificuldade na hora de transformar teoria em leitura prática durante as operações.

“Eu entendi o conceito, mas chegava na hora de aplicar ali no dia a dia, na hora de operar, eu não conseguia enxergar”, relembra.

Vianna explica que a principal diferença percebida no Renko foi justamente a clareza visual dos padrões.

Como o gráfico é estruturado apenas pelo deslocamento de preço, sem interferência do fator tempo, os movimentos passaram a fazer mais sentido operacionalmente.

“Eu comecei a olhar baseado no conhecimento que eu já tinha e começou a fazer mais sentido. Eu comecei a enxergar mais fácil no Renko por ele ser um gráfico padronizado”, recorda.

Na visão de Vianna, o fato de todos os boxes possuírem o mesmo tamanho ajuda o cérebro a reconhecer padrões com mais facilidade.

Por isso, ele acredita que o Renko reduz parte do ruído visual que muitos traders enfrentam nos gráficos tradicionais.

“Ele é um gráfico que repete muito padrão e ele é muito visual. Fica muito claro e muito nítido. Desde o suporte e resistência, LTA, LTB, Fibonacci, teoria de Down, ondas de Elliott, Wyckoff, SMC, tudo você consegue enxergar no Renko”, explica.

O próprio caminho

Depois de encontrar no Renko uma leitura mais intuitiva, Vianna passou a aprofundar seus estudos em diferentes metodologias.

Segundo ele, a construção do próprio operacional não aconteceu pela adoção de uma única escola, mas pela combinação de conhecimentos adquiridos ao longo da trajetória.

Nesse processo, o trader passou a combinar referências de diferentes metodologias até construir uma leitura própria de mercado.

A partir dessas influências, passou a adaptar conceitos à sua própria forma de interpretar o mercado. “Eu fui montando o meu quebra-cabeça. Faz oito anos que utilizo o gráfico de Renko”, afirma.

Por isso, Vianna acredita que não existe uma única forma correta de operar. Na sua avaliação, cada profissional desenvolve um modelo compatível com suas características pessoais e emocionais.

“Porque cada um tem suas manias, suas crenças, seus jeitos. E o que a pessoa tem que fazer no mercado é encontrar o jeito dela”, comenta.

Conselho aos iniciantes

Ao mesmo tempo, Vianna acredita que quem deseja começar no Renko não deve focar inicialmente em indicadores ou padrões específicos.

Na sua avaliação, o primeiro passo é entender qual ativo pretende operar, qual nível de risco está disposto a assumir e qual estilo operacional faz mais sentido para sua personalidade.

Ele defende que a escolha do tamanho do Renko deve estar alinhada ao perfil da operação.

Enquanto alguns traders preferem movimentos mais longos, outros se adaptam melhor a operações rápidas e objetivos mais curtos.

“Primeiro a pessoa entender o que que ela gosta de operar”, orienta.

Segundo o trader, o processo também exige testes constantes.

Por isso, ele recomenda experimentar indicadores, médias, gatilhos e diferentes tipos de entrada antes de consolidar um modelo operacional próprio.

Para ele, a construção de um método acontece justamente pela combinação de experiências e adaptações pessoais ao longo do tempo.

Além disso, ele acredita que o autoconhecimento continua sendo um dos fatores mais negligenciados pelos traders.

“Enquanto a pessoa não se conhecer, não entender o que é saudável emocionalmente para ela, ela não vai conseguir operar bem”, conclui.



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