A Ultrapar (UGPA3) mantém uma das estruturas técnicas mais fortes entre as ações do Ibovespa em 2026. O papel acumula valorização de 66,32% no ano, cotado a R$ 34,76 e negocia próximo da máxima histórica de R$ 35,14, que se tornou a principal referência para a continuidade do movimento comprador.
Com essa performance, a ação da Ultrapar supera o desempenho até mesmo de petroleiras, que vêm se beneficiando do ciclo de alta do petróleo, por conta da guerra no Oriente Médio. Abaixo da alta de UGPA3 estão as de Petrobras ON (PETR3), +48,6%; PRIO (PRIO3), 47,5%; Petrobras PN (PETR4), +40,6%.
Dessa forma, os gráficos diário e semanal preservam a tendência de alta, com a ação acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. O avanço mais esticado, porém, exige atenção para eventuais realizações: o IFR de 14 períodos se aproxima da sobrecompra no curto prazo e já atingiu essa região no gráfico semanal.
Ainda não identifico um sinal claro de reversão, mas a sustentação das médias será importante para diferenciar uma correção pontual de uma mudança mais relevante na estrutura.
Análise técnica da Ultrapar
Pelo gráfico diário, observo que a Ultrapar encerrou a última sessão em alta de 0,40%, cotada a R$ 34,76. O papel mantém um movimento consistente de valorização, negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e permanece próximo da máxima histórica de R$ 35,14.
A estrutura continua favorável aos compradores, e a máxima histórica representa o principal ponto de decisão no curto prazo. A superação consistente de R$ 35,14, acompanhada pela manutenção do fluxo comprador, poderá abrir espaço para a renovação das máximas e dar continuidade à tendência predominante.
Nesse cenário, o primeiro alvo projetado aparece em R$ 35,70. Acima desse nível, a ação poderá avançar em direção a R$ 36,90, R$ 38,86 e, posteriormente, R$ 40,00.
Apesar do viés positivo, considero importante acompanhar a possibilidade de uma realização depois da forte valorização recente. O IFR de 14 períodos está em 67,80 pontos, ainda dentro da zona neutra, mas próximo da região de sobrecompra. O indicador mostra que o movimento está mais esticado, embora ainda exista espaço técnico para novas altas.
Uma eventual correção não representaria, isoladamente, a reversão da tendência. O sinal de cautela ganharia maior relevância caso a ação perdesse as médias móveis e a faixa entre R$ 33,63 e R$ 32,67. Esse movimento aumentaria a pressão vendedora e poderia levar o papel inicialmente a R$ 30,15.
Abaixo desse patamar, os próximos suportes aparecem em R$ 28,15, R$ 26,50, R$ 23,50 e R$ 22,60. Enquanto a Ultrapar permanecer acima das médias e da região de R$ 33,63/R$ 32,67, porém, considero que o fluxo principal continuará favorecendo os compradores.
Minha leitura de curto prazo, portanto, permanece positiva. O rompimento de R$ 35,14 poderá iniciar uma nova etapa da alta, enquanto a perda das médias e de R$ 32,67 elevará o risco de uma correção mais consistente.
Suportes: R$ 32,67; R$ 30,15; R$ 28,15; R$ 26,50; R$ 23,50; R$ 22,60.
Resistências: máxima histórica em R$ 35,14; alvos projetados em R$ 35,70; R$ 36,90; R$ 38,86; R$ 40,00.
Confira nossas análises:
Análise de médio prazo
No acumulado de 2026, as ações da Ultrapar registram forte valorização de 66,32%, cotadas atualmente a R$ 34,76. Pelo gráfico semanal, observo uma tendência de alta bem definida, com o papel acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e sustentando uma sequência de topos e fundos ascendentes.
O movimento levou a ação à máxima histórica de R$ 35,14, mantendo a estrutura técnica favorável à continuidade da valorização. Enquanto o papel preservar as médias móveis e a formação ascendente, minha leitura de médio prazo continuará predominantemente positiva.
O IFR de 14 períodos está em 70,81 pontos, dentro da região de sobrecompra. Essa condição reforça que a valorização está esticada e pode favorecer uma realização de lucros ou uma correção temporária. A sobrecompra, no entanto, não representa necessariamente um sinal de queda, sobretudo porque o gráfico ainda não apresenta uma configuração clara de reversão.
Para ganhar novo fôlego no médio prazo, considero fundamental que a Ultrapar supere de forma consistente a máxima histórica de R$ 35,14. O rompimento desse nível poderá abrir caminho para novas máximas, com objetivos projetados em R$ 40,00, R$ 42,35 e R$ 46,75.

No sentido contrário, uma correção passará a exigir maior cautela caso o papel perca a região das médias móveis. Nesse cenário, o primeiro suporte relevante aparece em R$ 30,15. Abaixo dele, os próximos pontos de sustentação estão em R$ 23,51, R$ 19,00, R$ 16,91, R$ 14,60 e R$ 13,85.
Minha leitura de médio prazo permanece positiva, apesar da sobrecompra. A tendência seguirá preservada enquanto a Ultrapar sustentar as médias móveis e a sequência ascendente. A superação de R$ 35,14 reforçará o movimento comprador, enquanto a perda das médias aumentará o risco de uma correção mais ampla.
Suportes: R$ 30,15; R$ 23,51; R$ 19,00; R$ 16,91; R$ 14,60; R$ 13,85.
Resistências: máxima histórica em R$ 35,14; alvos projetados em R$ 40,00; R$ 42,35; R$ 46,75.
(Rodrigo Paz é analista técnico)




