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terça-feira, agosto 18, 2026

Quais ações entram no radar para repique de alta após 10 sessões de queda da bolsa?

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Com queda acumulada de 6,3% e com uma sequência negativa de dez sessões de perdas, o Ibovespa segue pressionado com sua trajetória de desvalorização e eleva suas atenções para os suportes que podem definir seus próximos movimentos.

Apesar do cenário desfavorável, Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico da XP Investimentos, avalia que o índice pode ter encontrado um novo suporte na região dos 164.800 pontos. Além disso, o Índice de Força Relativa (IFR) permanece em sobrevenda, condição que chama a atenção para a possibilidade de repiques de alta. Nesta terça-feira (18), por volta das 11h, subia 0,7%, aos 168 mil pontos.

A confirmação de uma reação, no entanto, ainda depende do rompimento de níveis importantes. O primeiro sinal positivo ocorreria com um fechamento acima dos 167.700 pontos. Caso consiga avançar, o Ibovespa poderá buscar as médias móveis de 21 e 200 dias, ambas próximas dos 173.600 pontos.

A queda recente também colocou algumas ações no radar do analista. Porto Seguro (PSSA3), Caixa Seguridade (CXSE3) e Cyrela (CYRE3) se aproximaram de regiões de suporte e apresentam sinais técnicos que, segundo Giba, podem favorecer ao menos repiques de alta.

“Com a queda recente do Ibovespa, após quase duas semanas de baixas, algumas ações me chamam a atenção para a possibilidade de, ao menos, repiques de alta. São elas: PSSA3, CXSE3 e CYRE3”, afirma.

Ibovespa pode ter formado suporte nos 164.800 pontos

Após completar a décima queda seguida, o Ibovespa permanece abaixo das médias móveis de 21 e 200 dias. Mesmo assim, a região dos 164.800 pontos pode funcionar como um novo suporte para o índice, de acordo com a análise de Giba.

No campo positivo, o nível a ser acompanhado está nos 167.700 pontos. Um fechamento acima dessa faixa poderá indicar o início de um repique em direção às médias móveis de 21 e 200 dias, localizadas em aproximadamente 173.600 pontos.

“O Ibovespa pode ter marcado um novo suporte nos 164.800 pontos e, caso feche acima dos 167.700 pontos, pode repicar em direção às médias de 21 e 200 dias, que estão nos 173.600 pontos, aproximadamente”, afirma Giba.

A região das médias representa uma barreira importante para uma recuperação mais consistente. Somente após superá-las o índice voltaria a apresentar, na avaliação do analista, uma configuração técnica de alta.

“Acima das médias, retomaria o padrão de alta, com projeções nas resistências em 178.000 pontos ou mesmo no topo em 199.354 pontos”, acrescenta.

O cenário negativo, por outro lado, voltaria a ganhar força com a perda dos 164.835 pontos. O rompimento desse suporte poderia prolongar o movimento vendedor e levar o índice a testar faixas mais baixas.

“O sinal de baixa voltaria a ganhar força com a perda dos 164.835 pontos, com possível teste dos 157.700 ou 155.000 pontos”, explica Giba.

O IFR também será determinante para avaliar uma eventual reação. O indicador está abaixo dos 30 pontos, em região de sobrevenda. Para Giba, um retorno acima desse patamar reforçaria a possibilidade de repiques.

“O IFR está sobrevendido, abaixo dos 30 pontos, e traria sinal de repiques de alta se fechasse acima dos 30”, afirma o analista.

Assim, o Ibovespa permanece entre dois níveis decisivos: enquanto o fechamento acima dos 167.700 pontos pode favorecer uma recuperação, a perda dos 164.835 pontos reforçaria a tendência de baixa.

Confira nossas análises:

Análise técnica Porto Seguro (PSSA3)

As ações da Porto Seguro estão abaixo das médias móveis de 21 e 200 dias após a correção recente. Mesmo com essa configuração, o papel se aproximou do suporte de um canal de alta, localizado nos R$ 45,85.

Para Giba, a manutenção desse suporte pode abrir espaço para um repique em direção às médias móveis. As primeiras regiões projetadas para uma recuperação estão nos R$ 49,00 e nos R$ 52,00.

“PSSA3, apesar de estar abaixo das médias de 21 e 200 dias, pode respeitar um canal de alta, com suporte nos R$ 45,85, e testar as médias nos R$ 49,00 ou R$ 52,00”, afirma.

Além da aproximação do fundo do canal, o comportamento do IFR também chama a atenção. O indicador está em região de sobrevenda, mas aponta para cima, sinal que reforça a possibilidade de uma reação a partir do suporte recente.

“O IFR apontando para cima e, neste momento, em sobrevenda chama a atenção para o suporte recente”, destaca Giba.

A faixa dos R$ 45,85, portanto, será decisiva para a leitura do papel. Caso o suporte seja respeitado, PSSA3 poderá tentar inicialmente uma recuperação até os R$ 49,00 e, posteriormente, buscar os R$ 52,00.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica Cyrela (CYRE3)

A Cyrela aparece entre as ações observadas por Giba após testar pela terceira vez o fundo de um canal de alta. O papel também conseguiu superar a média móvel de 21 dias, movimento que pode favorecer a continuidade da recuperação.

“CYRE3 vem testando pela terceira vez o fundo de um canal de alta e, ao superar a média de 21 dias, pode retomar sua média de 200 dias, nos R$ 25,20, ou o topo, em R$ 32,00”, afirma o analista.

Nesse cenário, a média móvel de 200 dias, localizada nos R$ 25,20, aparece como o primeiro objetivo relevante para o movimento de recuperação. Caso consiga superar essa região, a ação poderá voltar a mirar o topo situado nos R$ 32,00.

Na parte inferior do gráfico, Giba identifica dois suportes importantes. O primeiro está nos R$ 20,00, enquanto o segundo aparece nos R$ 18,50.

“Deixou suportes nos R$ 20,00 e R$ 18,50. O IFR reforça o sinal de recuperação”, acrescenta.

A combinação entre o terceiro teste no fundo do canal, a superação da média de 21 dias e o comportamento do IFR mantém CYRE3 no radar para uma possível retomada. O avanço até os R$ 25,20, entretanto, depende da continuidade do movimento comprador.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica Caixa Seguridade (CXSE3)

A Caixa Seguridade permanece acima da média móvel de 200 dias, mas passou por uma correção e se aproximou do suporte localizado nos R$ 17,33. O IFR em sobrevenda também chama a atenção para essa faixa de preço.

“CXSE3 está acima da média de 200 dias e se aproximou bastante do suporte nos R$ 17,33. O IFR sobrevendido e outro suporte nos R$ 16,60 chamam a atenção para essa região de entrada”, afirma Giba.

Apesar da proximidade dos suportes, o analista aponta que a recuperação precisa de confirmação. O principal gatilho está nos R$ 18,13. Um fechamento acima desse nível poderá abrir espaço para o papel buscar resistências mais elevadas.

“Um fechamento acima dos R$ 18,13 pode ser um gatilho de recuperação, mirando os R$ 19,80, na média de 21 dias, ou os R$ 22,10, em um teste do topo recente”, explica.

Dessa forma, a região formada pelos suportes de R$ 17,33 e R$ 16,60 concentra a atenção no campo comprador. Acima dos R$ 18,13, CXSE3 passaria a ter como objetivos os R$ 19,80 e, posteriormente, o topo recente nos R$ 22,10.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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