Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (01/09) em queda de 0,60%, aos 5.187 pontos. O dólar à vista recuou 0,54%, a R$ 5,1533, enquanto o contrato futuro para outubro caiu 0,55%, a R$ 5,1910. O movimento acompanhou a valorização do Ibovespa e a queda dos juros futuros, em uma sessão positiva para os ativos brasileiros. No ambiente doméstico, o PIB avançou 0,5% no segundo trimestre; nos Estados Unidos, o relatório Jolts mostrou 7,3 milhões de vagas, abaixo do esperado.
Para os traders de minidólar, o foco estará no petróleo, nos rendimentos dos títulos globais e nas tensões entre Estados Unidos e Irã. O Brent acima de US$ 91 reforça os temores de inflação e de novas altas de juros no exterior, podendo elevar a volatilidade. Internamente, a continuidade do fluxo favorável à Bolsa e aos juros futuros deverá indicar se a pressão vendedora sobre o dólar permanece ou perde força.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo de baixa, mas terminou o pregão entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mostra pressão vendedora, porém ainda demanda confirmação antes de apontar uma aceleração mais consistente do movimento negativo.
Para a queda ganhar continuidade, considero necessária a entrada de volume vendedor suficiente para romper o suporte em 5.183/5.171. A perda dessa faixa poderá ampliar o fluxo de baixa em direção a 5.159/5.142,5, deixando como objetivo mais longo a região de 5.123,5/5.108,5.
Uma recuperação dependerá da atuação dos compradores e do rompimento da resistência em 5.192,5/5.210,5. Acima desse intervalo, o contrato poderá avançar para 5.234/5.252 e, posteriormente, testar a resistência mais distante situada em 5.267,5/5.278.
No gráfico diário, verifico que o minidólar recuou na última sessão e voltou a negociar abaixo das médias móveis, condição que favorece a manutenção da pressão vendedora.
Para retomar a trajetória de alta, o contrato precisará superar a região formada pelas médias e pela resistência em 5.235/5.277. O rompimento poderá abrir espaço para um avanço até 5.342/5.416,5.
No sentido contrário, a continuidade da baixa depende da perda do suporte em 5.171/5.123,5. Abaixo dessa faixa, projeto como próximo objetivo a região de 5.052/4.980. O IFR de 14 períodos está em 45,76, ainda em zona neutra e sem indicação de sobrecompra ou sobrevenda.
Dólar futuro (WDOV26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar encerrou a sessão com fluxo negativo e permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Esse posicionamento mantém o viés de curto prazo favorável aos vendedores.
Para uma recuperação, o primeiro passo será superar a resistência em 5.203/5.224. O movimento comprador ganhará consistência acima de 5.257,5, abrindo caminho para a faixa de 5.277/5.307. Caso a pressão compradora seja intensificada, os alvos seguintes estarão em 5.333,5 e 5.342.
Para dar sequência à baixa, o contrato deverá romper o suporte em 5.171/5.146. A perda desse intervalo poderá fortalecer o fluxo vendedor e levar o ativo às regiões de 5.123/5.065, com objetivos mais longos em 5.050/4.998.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)




