O Ibovespa encerrou a última sessão praticamente estável, com leve recuo de 0,03%, aos 173.325 pontos, após oscilar entre a mínima de 172.218 pontos e a máxima de 173.718 pontos. Apesar da variação discreta, o índice acumula cinco pregões consecutivos de queda, mantendo o viés corretivo iniciado após a máxima histórica de 199.354 pontos.
Pelo gráfico diário, observo que o índice segue negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, refletindo um momento de indefinição após perder força nas últimas sessões. O IFR (14) está em 49,06, em região neutra, indicando equilíbrio entre compradores e vendedores, sem sinais claros de esgotamento da tendência.
Para que o Ibovespa volte a ganhar impulso, considero essencial o rompimento da faixa de resistência em 178.340/181.560 pontos. Se esse movimento for confirmado, os próximos objetivos passam a ser 187.780/192.890 pontos.
Por outro lado, a perda dos suportes em 172.218/170.500/169.665 pontos poderá intensificar a pressão vendedora, abrindo espaço para testes em 167.690/164.780 pontos, com alvo mais longo na região de 161.745/157.000 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o cenário permanece de cautela. O índice encerrou o pregão entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, mostrando falta de direção clara no curtíssimo prazo.
Para que a recuperação volte a ganhar força, acompanho o rompimento da resistência em 174.435/175.165 pontos. Caso essa faixa seja superada com aumento do fluxo comprador, o índice poderá avançar para 177.180/178.200 pontos, tendo como objetivos seguintes 179.475/180.940 pontos.
No cenário de baixa, considero fundamental observar a perda do suporte em 172.300/171.395 pontos. Se esse nível for rompido com aumento do volume vendedor, o índice poderá acelerar a correção em direção a 169.665/167.650 pontos, com possibilidade de extensão até 166.295 pontos.
Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (21/07) próximos da estabilidade, com leve baixa de 0,01%, aos 174.690 pontos.
O mini-índice conseguiu reduzir as perdas ao longo da última sessão e terminou acima das médias de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, embora ainda tenha fechado no campo negativo. Para o curto prazo, o suporte em 174.490/174.220 pontos e a resistência em 174.845/175.345 pontos devem balizar os primeiros movimentos.
No gráfico de 60 minutos, o índice permanece entre as médias de 9 e 21 períodos, mantendo um cenário de indefinição.

Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (21/07) com queda de 0,39%, aos 5.086,5 pontos, ampliando o movimento de baixa observado nos últimos pregões.
O contrato segue pressionado no curto prazo, embora tenha encerrado a sessão próximo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para o pregão, acompanho a perda do suporte em 5.085/5.077,5 pontos como principal gatilho para uma nova aceleração das quedas. Em contrapartida, a superação da resistência em 5.089,5/5.100 pontos poderá abrir espaço para uma tentativa de recuperação.
No gráfico de 60 minutos, o cenário permanece mais frágil, com o ativo abaixo das médias curtas e ainda dependente de fluxo comprador para reverter a pressão vendedora.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITN26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão com alta de 1,50%, aos 338.200 pontos, ampliando o movimento de recuperação e se aproximando de uma importante zona de resistência, que poderá definir os próximos passos do ativo.
Pelo gráfico diário, observo que o ativo permanece negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando uma configuração técnica mais favorável no curto prazo. Apesar da sequência de recuperação, entendo que o movimento ainda se desenvolve dentro de uma fase de consolidação e que a tendência principal continua exigindo cautela. O IFR (14) em 54,07 segue em região neutra.
Para o próximo movimento, avalio que a perda da região de 319.040/303.860 pontos poderá devolver força aos vendedores, abrindo espaço para quedas até 293.100/263.780, com objetivo mais longo em 253.250/244.235 pontos.
Em contrapartida, a superação da faixa de 341.840/355.260 pontos tende a fortalecer o fluxo comprador, abrindo caminho para testar as resistências em 381.680/399.720, com alvo mais longo em 418.550/444.385 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quarta-feira (22).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)




