O empate por 2 a 2 com a Chapecoense, neste sábado, na Vila Belmiro, aumentou a preocupação do Santos com a luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Após a partida, o técnico Cuca admitiu que a situação do Peixe na tabela exige atenção e reconheceu que a equipe precisará reagir rapidamente para alcançar a pontuação necessária para permanecer na Série A.
“Sobre a tabela, eu acho que preocupa, porque faltam 18 jogos e você precisa alcançar aquele número, entre aspas, ‘mágico’, que são os 45 pontos. Nós temos 22, então precisamos fazer pelo menos mais 23 pontos nesses 18 jogos. Então, preocupa, e preocupa muito.”
Com o empate, o Santos chegou aos 22 pontos e permaneceu na 14ª colocação do Campeonato Brasileiro. O Peixe desperdiçou a chance de abrir vantagem para a zona de rebaixamento, no entanto.
Santos evoluiu?
Apesar do resultado frustrante em casa, Cuca avaliou que o Santos apresentou evolução em relação às últimas partidas. O treinador destacou o volume ofensivo da equipe, que finalizou mais de 20 vezes, teve 11 cobranças de escanteio e passou boa parte do confronto pressionando a defesa catarinense.
“Se você pegar o jogo passado, a equipe evoluiu. E, neste jogo, evoluiu de novo. Eu acho que nós não jogamos bem, mas, mesmo assim, finalizamos mais de 20 vezes e tivemos 11 escanteios. A bola ficou lá na frente, a gente tentou fazer o gol de todas as formas, mas o adversário estava bem fechado.”
Final de jogo: Santos 2×2 Chapecoense. pic.twitter.com/0JBud86hWf
— Santos FC (@SantosFC) July 25, 2026
Na visão do comandante, o principal problema esteve na forma como o Santos sofreu os gols. Cuca ressaltou que, nas duas jogadas decisivas da Chapecoense, o time tinha superioridade numérica dentro da área, o que, para ele, evidencia erros de posicionamento e concentração, e não uma questão física.
“No primeiro gol, nós tínhamos seis jogadores contra três. Numericamente, estávamos bem posicionados, então não era um problema físico. No segundo gol, pior ainda: tínhamos sete jogadores dentro da área para defender contra apenas dois adversários. Fomos infelizes e acabamos marcando um gol contra.”
Cuca fala de emocional e sai em defesa de jogadores
Mesmo após a virada sofrida, o treinador elogiou a postura da equipe para buscar o empate, mas reconheceu que o cenário abalou emocionalmente os jogadores durante a partida.
“Na primeira finalização deles, a gente já sofreu o gol. Você não consegue empatar logo, e isso desestabiliza, porque cria uma pressão enorme, um desconforto natural e merecido pelo momento que a gente vive. A equipe perde parte da confiança e passa a ter que buscar o segundo gol.”
Cuca também evitou responsabilizar individualmente atletas pelas falhas e saiu em defesa de João Ananias e Luan Peres. Segundo ele, o papel da comissão técnica é recuperar a confiança dos jogadores, e não afastá-los da equipe por erros pontuais.
“Não é para dizer: ‘Tira o Ananias, ele não joga mais’. Da mesma forma, não é porque o Luan foi mal em dois lances contra o Botafogo que ele não vai jogar mais. Nós vamos recuperá-lo, porque o Luan é um bom jogador. Todos sabem disso. Ele vacilou, pronto. E hoje nós também vacilamos. Mas a nossa função é recuperar os jogadores, e é isso que nós vamos fazer.”
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Ao analisar o momento do Santos, Cuca afirmou que o principal desafio é fazer a equipe encontrar um equilíbrio entre a qualidade técnica do elenco e o desempenho coletivo em campo.
“Você tem que encontrar o equilíbrio entre a melhor equipe tecnicamente e a melhor equipe coletivamente.”
Quando Santos joga?
Antes de voltar a campo pelo Brasileirão, porém, a equipe recebe a Universidad Central, na terça-feira, às 21h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pelo jogo de volta dos playoffs da Copa Sul-Americana. Após vencer a ida por 4 a 1, o time alvinegro pode perder por até dois gols de diferença para garantir vaga nas oitavas de final da competição continental.




