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domingo, julho 26, 2026

Santos transforma jogo controlado em noite de frustração

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Caso a goleada sobre a Universidad Central tenha servido para devolver confiança ao Santos, o empate por 2 a 2 com a Chapecoense trouxe o time novamente à realidade. Diante do lanterna do Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro, o Peixe desperdiçou uma oportunidade valiosa de abrir distância da zona de rebaixamento e mostrou que ainda está longe de superar os problemas que o acompanham desde o início da temporada.

O Santos fez um primeiro tempo mesmo que não brilhante e muito inspirado, seguro. Controlou a posse de bola, empurrou a Chapecoense para o campo de defesa e praticamente não sofreu. A vantagem construída com o golaço de Neymar parecia encaminhar uma vitória tranquila diante de um adversário que chegava à Vila acumulando cinco derrotas consecutivas e ocupando a última colocação do Brasileirão.

Mas bastaram poucos minutos da etapa final para o cenário mudar completamente. A Chapecoense passou a atacar com mais agressividade e encontrou um Santos desorganizado defensivamente. O empate veio em uma infiltração simples pelo lado direito.

A virada surgiu pouco depois, em um gol contra de João Ananias. Mais uma vez, o sistema defensivo alvinegro falhou justamente quando tinha superioridade numérica dentro da área, algo que o próprio Cuca admitiu após a partida.

A reação santista aconteceu muito mais pela insistência do que pela organização. O time pressionou, acumulou escanteios e finalizações, mas voltou a apresentar dificuldades para transformar volume em chances realmente claras. Gabriel Barbosa desperdiçou boa oportunidade, Matheus Aurélio apareceu bem quando exigido e o empate só saiu graças a uma jogada individual de Gustavo Caballero, que sofreu o pênalti convertido por Neymar já aos 44 minutos do segundo tempo.

O camisa 10, aliás, foi novamente importante. Em seu retorno após defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, participou das principais jogadas ofensivas, marcou os dois gols da equipe e evitou uma derrota que teria consequências ainda maiores na tabela.

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Ao mesmo tempo, sua atuação reforçou uma dependência que preocupa: quando Neymar não resolve, o Santos tem encontrado enorme dificuldade para decidir partidas. No entanto, vale citar que o astro recebeu o cartão amarelo por uma bobagem desnecessária. Com isso, desfalca o clube paulista no próximo jogo, contra o Athletico-PR.

Também chamou atenção a queda de rendimento entre os dois tempos. O Santos controlou completamente a etapa inicial, mas voltou do intervalo desligado e permitiu que um adversário tecnicamente inferior crescesse no jogo. Não foi a primeira vez que isso aconteceu na temporada. Contra o Botafogo, erros individuais custaram caro. Agora, diante da Chapecoense, as falhas voltaram a aparecer justamente em um jogo que o Peixe tinha obrigação de vencer.

O empate deixa o Santos estacionado nos 22 pontos e ainda ameaçado pela zona de rebaixamento. Mais do que o resultado, a atuação reforça que a goleada na Venezuela não representou, necessariamente, uma mudança de patamar da equipe.

O time de Cuca segue competitivo, cria oportunidades e mostra evolução em alguns aspectos, mas continua vulnerável defensivamente e excessivamente dependente de Neymar para transformar superioridade em resultados. Contra o lanterna do campeonato e dentro de casa, um empate pode até evitar um desastre maior, mas está longe de ser um resultado aceitável para quem luta para deixar a parte de baixo da tabela.





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