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sexta-feira, agosto 7, 2026

MRV vende último projeto legado da Resia por US$ 170 milhões

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A MRV&Co vendeu seu último projeto legado, o Memorial em Atlanta, e cinco terrenos, totalizando US$ 170 milhões, como parte de sua estratégia de desalavancagem.

A venda do Memorial ocorreu antes de sua estabilização, e os terrenos foram vendidos abaixo do custo contábil, resultando em um impairment de US$ 61 milhões no segundo trimestre.

Essas transações reduzirão a dívida em US$ 141 milhões (R$ 719 milhões), elevando a redução total da dívida líquida para US$ 290 milhões (R$ 1,5 bilhão). A MRV optou por colocar a operação da Resia em “hibernação” devido ao cenário desafiador nos EUA, com juros elevados e ocupação abaixo do potencial.

O Itaú BBA considera a venda um passo positivo, mas ressalta a falta de evidências para uma visão mais otimista sobre as ações da MRV.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A MRV&Co fechou mais uma venda de ativos da Resia, priorizando a desalavancagem e a redução dos riscos financeiros, apesar de enxergar sinais de melhora no mercado multifamily dos Estados Unidos.

A companhia informou, na noite de quinta-feira, 6 de agosto, que celebrou contratos individuais para a venda de seu último projeto legado, o Memorial, localizado em Atlanta, bem como de cinco terrenos, por um valor total de US$ 170 milhões.

Segundo a MRV, a venda do Memorial ocorreu antes de sua estabilização, enquanto os desinvestimentos dos terrenos foram realizados abaixo de seu custo contábil, sem recuperar os juros capitalizados e as despesas com projetos.

A decisão de seguir nessas condições foi tomada para “contribuir com a estratégia de geração de caixa e aceleração da desalavancagem da companhia”, diz trecho do comunicado ao mercado.

As transações representarão uma redução total de US$ 141 milhões (R$ 719 milhões) no endividamento, mas resultarão em um impairment de US$ 61 milhões nos resultados do segundo trimestre, previstos para serem divulgados em 12 de agosto.

Somadas às vendas de ativos já anunciadas ao longo do ano, essas transações elevarão a redução total da dívida líquida para US$ 290 milhões (R$ 1,5 bilhão).

A MRV anunciou, em 2024, que realizaria mudanças na Resia, após a operação ter sido responsável por uma considerável queima de caixa e por uma incômoda alavancagem do grupo de construção e incorporação da família Menin.

Os Estados Unidos vivem um momento complicado para o desenvolvimento de empreendimentos, com os juros em patamares elevados e possibilidade de novas altas. Além disso, o resultado operacional líquido (NOI, na sigla em inglês) dos projetos ainda não está estabilizado, devido à ocupação e aos aluguéis abaixo do potencial.

Diante desse cenário, a MRV decidiu vender uma série de empreendimentos e colocar a operação em “hibernação”, sem desenvolver novos projetos.

Em comentário a clientes, o Itaú BBA avaliou a venda de ativos como um passo positivo, mas considera que ainda faltam evidências para uma visão mais construtiva sobre as ações da MRV.

Segundo os analistas, a operação reforça a estratégia da companhia de monetizar ativos e avançar no processo de reestruturação da Resia. No entanto, como não foram informados os valores individuais atribuídos a cada propriedade negociada, o banco afirma que não consegue comparar os recursos obtidos com as premissas de seu modelo de avaliação.

Os analistas destacam que, diante de preços mais fracos para os ativos da Resia, estimam que a reestruturação da operação nos Estados Unidos será concluída com uma dívida líquida residual de cerca de US$ 170 milhões.

Apesar de as ações da MRV acumularem queda de 41% no ano e negociarem a um múltiplo considerado atrativo de 3,5 vezes o lucro projetado para 2027, o Itaú BBA manteve recomendação neutra.

As ações da MRV fecharam o pregão de quinta-feira em queda de 2,97%, a R$ 4,57. O valor de mercado da companhia soma R$ 2,6 bilhões.



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