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sexta-feira, agosto 7, 2026

Ações do Magazine Luiza (MGLU3) caem após balanço; o que desagradou o mercado? – Money Times

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(Imagem: Shutterstock/Montagem: Julia Shikota)

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) figuravam entre as maiores quedas do Ibovespa nesta sexta-feira (7), após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026.

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As ações do Magalu abriram o pregão no negativo e aprofundaram a queda na primeira hora de negociação. Por volta das 11h10, os papéis recuavam 5,91%.

Apesar de a companhia ter apresentado margens operacionais mais resilientes e desempenho sólido nas lojas físicas e nos serviços financeiros, analistas destacaram a continuidade da fraqueza do e-commerce e os desafios para a retomada do crescimento.

Para o JPMorgan, o resultado foi marcado por uma “linha de receita fraca com margens ligeiramente melhores”. O banco destacou que o Ebitda ajustado superou as expectativas, beneficiado pelo controle de despesas e pela contribuição da Luizacred, mas ponderou que o prejuízo líquido ajustado ficou abaixo do esperado e que a geração de caixa permaneceu fraca.

Diante desse cenário, a instituição manteve recomendação underweight, equivalente à venda, para os papéis.

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O principal ponto de preocupação do JPMorgan continua sendo a desaceleração das vendas digitais. No trimestre, o GMV online caiu 12% na comparação anual, enquanto o GMV consolidado recuou 5%.

Na visão dos analistas, o ambiente macroeconômico desafiador, somado à forte concorrência no comércio eletrônico, segue limitando o potencial de crescimento da companhia, mesmo com a estabilidade das margens.

O BTG Pactual teve uma leitura mais construtiva do balanço. O banco ressaltou que as lojas físicas continuam sendo o principal destaque da operação, com crescimento de 9,7% nas vendas mesmas lojas (SSS), impulsionado principalmente pela demanda por televisores e outros produtos relacionados à Copa do Mundo.

Além disso, destacou que a margem Ebitda permaneceu estável em 8%, refletindo disciplina comercial, controle de custos e melhor desempenho da Luizacred.

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Segundo o BTG, o trimestre reforça que a estratégia da companhia está cada vez mais focada na rentabilidade e na eficiência operacional.

O banco também chamou atenção para a melhora dos indicadores de crédito da Luizacred e para a geração positiva de caixa operacional, sustentada pela redução de estoques. Apesar de reconhecer os desafios para o crescimento, o BTG manteve recomendação de compra para as ações.

Já a XP Investimentos classificou os números como fracos, mas amplamente em linha com as expectativas. Na avaliação da corretora, o ambiente macroeconômico e competitivo continua pressionando os resultados da varejista, especialmente no canal online.

A casa destacou que a principal surpresa negativa veio da operação de vendas próprias (1P), impactada pelo repasse dos maiores custos de chips de memória aos preços finais dos produtos, o que reduziu a demanda em categorias de eletrônicos.

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Segundo a XP, a retração do e-commerce continua sendo o principal entrave para uma recuperação mais consistente da companhia.

Por outro lado, a corretora ressaltou a resiliência das lojas físicas, beneficiadas pela Copa do Mundo, pelos ganhos de participação de mercado e pela expansão da oferta de crédito via CDC.

A XP também destacou o forte desempenho da Luizacred e a conclusão da migração da originação de CDC para a Magalupay, movimento que tende a melhorar gradualmente a rentabilidade da vertical financeira.

Entre os pontos positivos para os próximos trimestres, a XP chamou atenção para a recente parceria da Magazine Luiza com a Amazon na operação de vendas próprias, anunciada em junho, além da expectativa de novos acordos comerciais.

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A corretora também destacou avanços em iniciativas como Magalu Ads, Magalu Cloud e WhatsApp da Lu, que podem contribuir para diversificar as fontes de receita da companhia. Ainda assim, manteve recomendação neutra para os papéis, avaliando que o cenário operacional segue desafiador.

Magalu no 2T26

O Magazine Luiza reportou prejuízo líquido de R$ 72,5 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), uma variação de 197,5% ante o prejuízo de R$ 24,4 milhões reportado no mesmo período em 2025.

Já na linha ajustada, que desconsidera as receitas e despesas não recorrentes, o prejuízo foi de R$ 50,4 milhões, ante lucro ajustado de R$ 1,8 milhão no mesmo período do ano anterior.

Apesar do resultado, o segundo prejuízo neste ano após a entrega de lucros em 2025, o tom da administração é positivo no que diz respeito aos próximos trimestres.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, foi de R$ 675,3 milhões no 2T26, uma queda de 1,7% na comparação anual. Na linha ajustada, a cifra é de R$ 708,8 milhões, recuo de 2,5% na comparação com o mesmo período em 2025.

A receita bruta da companhia totalizou R$ 11,1 bilhões, um recuo de 2,2% na comparação anual. Já a receita líquida recuou 2,6%, totalizando R$ 8,89 bilhões no período de abril a junho deste ano.

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