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segunda-feira, agosto 31, 2026

Depois da eletrificação, a corrida pelos carros autônomos: como a BYD investe na era da IA

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O setor automotivo está se preparando para a transformação dos carros autônomos, impulsionada pela inteligência artificial. Alexandre Baldy, da BYD Brasil, afirmou que essa mudança está próxima, com a empresa investindo em direção autônoma e mantendo quase 5 mil engenheiros dedicados a esse projeto. A BYD anunciou um investimento de R$ 300 milhões em um centro de pesquisa no Aeroporto do Galeão, focado em inovações em mobilidade.

A empresa se posiciona como uma tecnologia além da fabricação de automóveis, integrando semicondutores e conectividade em seus veículos. A plataforma BYD Recharge analisa dados para otimizar investimentos em infraestrutura de recarga.

A BYD também firmou um acordo com a Localiza para a compra de 10 mil veículos elétricos e híbridos. A Localiza utiliza inteligência artificial para melhorar a experiência do cliente, a gestão da frota e a segurança, com inovações como abertura de veículos por reconhecimento facial e diagnóstico remoto.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Em meio ao amadurecimento da eletrificação, o setor automotivo se prepara para uma nova transformação impulsionada pela inteligência artificial: a chegada dos carros autônomos.  Para Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto, a indústria já avança nessa direção.

“Essa transformação não está em um futuro muito longevo. É algo próximo de acontecer”, afirmou Baldy no NeoSummit IA na Real. “Já existem inúmeras experiências com carros autônomos sendo testadas e implementadas”, acrescentou ele no evento promovido pelo NeoFeed.

De olho nesse movimento, a montadora chinesa mantém quase 5 mil engenheiros dedicados exclusivamente a projetos de direção autônoma, segundo o executivo.

No Brasil, a companhia anunciou neste ano um investimento de R$ 300 milhões na criação de um centro de pesquisa no complexo do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. O projeto será voltado ao desenvolvimento de inovações em mobilidade, com destaque para a direção autônoma. O espaço também armazenará os dados coletados pela BYD no mercado sul-americano.

“Somos muito mais do que puramente uma fabricante de automóveis. A BYD é uma empresa de tecnologia”, disse, destacando a fabricação de semicondutores e componentes eletrônicos.

Na prática, a integração de diferentes frentes tecnológicas se traduz em recursos incorporados aos veículos. O executivo citou como exemplo um modelo da Denza, MARCA de luxo do grupo, que permite acionar pelo celular manobras remotas de estacionamento.

Além dos recursos oferecidos aos motoristas, a conectividade transforma os dados gerados pelos veículos em insumos para a tomada de decisões. “Hoje, um dos mais importantes ativos é a informação”, afirmou. O volume de dados ajuda a identificar onde os investimentos podem ser mais efetivos.

É nesse contexto que entra a BYD Recharge. A plataforma permite analisar as jornadas dos veículos e identificar onde é mais eficiente investir diretamente em infraestrutura de recarga ou estimular outras empresas a ampliar a rede.

“Esses ecossistemas tecnológicos nos permitirão coletar informações dentro das regulações e das leis brasileiras para que possamos promover cada vez mais uma experiência agradável e absorver a tecnologia”, disse Baldy.

Bruno Lasansky, CEO da Localiza&Co

A BYD e a Localiza também mantêm um acordo comercial, anunciado em fevereiro de 2026, que prevê a compra de 10 mil veículos híbridos e elétricos pela locadora nos próximos dois anos.

“O importante é que empresas como as nossas estão se preparando e investindo para esse futuro. Vamos aproveitar os acertos e os erros daqueles países que tiveram uma adoção mais rápida”, afirmou Bruno Lasansky, CEO da Localiza&Co.

Lasansky destacou que a inteligência artificial e os dados gerados por mais de 600 mil veículos conectados já são utilizados pela Localiza em três frentes.

“A primeira é transformar a experiência do cliente. A segunda é trazer muito mais eficiência na gestão da frota. E a terceira é cuidar das pessoas e aumentar a segurança”, disse o CEO da Localiza.

Entre as aplicações já em uso, ressaltou a abertura do veículo por reconhecimento facial, o diagnóstico remoto de problemas mecânicos e a detecção de colisões. A telemetria também permite identificar comportamentos de risco, como excesso de velocidade e períodos prolongados ao volante.



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