O Paraguai aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), autorizando a compra de suínos vivos do Brasil para abate imediato. A medida atende à necessidade das plantas industriais paraguaias de suprir a capacidade ociosa de processamento, ao mesmo tempo em que abre um novo canal de escoamento para os produtores brasileiros.
Ociosidade Industrial e Novo Destino de Exportação
A abertura do mercado paraguaio decorre do descasamento entre o ritmo de expansão dos frigoríficos locais e a disponibilidade de matéria-prima no país vizinho:
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Capacidade Ociosa: As indústrias de processamento no Paraguai receberam investimentos recentes, mas operam abaixo do potencial por falta de animais para abate.
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Alívio para a Oferta Brasileira: Para a suinocultura do Brasil, o novo destino canaliza parte dos animais destinados ao mercado interno, ajudando a enxugar a oferta doméstica e dar suporte às cotações do vivo.
Genética e Potencial de Consumo Paraguaio
Além dos animais para abate, o setor suinícola paraguaio tem recorrido ao Brasil para acelerar a estruturação do seu rebanho e ampliar sua presença nas exportações globais:
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Importação de Genética: O país vizinho já importa matrizes reprodutoras brasileiras, com um primeiro lote de 115 fêmeas destinadas a granjas e centros de reprodução.
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Margem de Crescimento: O consumo per capita de carne suína no Paraguai gira em torno de 11 kg/habitante/ano, valor em expansão, mas ainda distante da média regional de cerca de 20 kg/habitante/ano.
“Como eles estão investindo na atividade e as indústrias operam com ociosidade, surgiu a necessidade de buscar animais fora do país. Para o Brasil, isso representa uma oportunidade importante de ampliar o mercado e reduzir a oferta interna”, afirma Losivânio Luiz de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).




