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quinta-feira, agosto 6, 2026

O maior Fiagro do País vem aí. Itaú faz oferta de R$ 4,8 bi

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O maior Fiagro de crédito do País vem aí. Pela primeira vez, o Banco Itaú e a Itaú Asset vão levar ao AGRONEGÓCIO a estratégia da família Itaúba — uma linha de fundos estruturados com ativos que estão na tesouraria do próprio banco e garantias adicionais contra perdas.

A aposta será testada numa oferta de R$ 4,8 bilhões, que, se bem-sucedida, criará o maior Fiagro de crédito agro do mercado brasileiro.

O modelo replica o racional do Itaúba FI Infra e o FIP IE, que usam títulos que estão na tesouraria do banco para compor a carteira e estruturas de proteção contra perdas aos cotistas.

Dessa forma, o banco consegue acesso a funding mais barato (em comparação a alternativas tributadas, como CDBs), atraindo a atenção do investidor que busca um ativo isento e com liquidez.

Na infraestrutura, a tese já foi validada. Hoje, o total sob gestão dos dois fundos de infra supera os R$ 38 bilhões, compostos principalmente por debêntures incentivadas.

No caso do Fiagro, há mais opções a explorar: CRAs, CRIs, LCAs, LCIs e CPRs estão entre os ativos que poderão formar a carteira do novo Itaúba, oriundos exclusivamente da tesouraria do banco. Não há, por exemplo, transferência de outros ativos de fundos da gestora para este novo veículo.

Os detalhes da oferta

Negociado no mercado de balcão, o Fiagro Itaúba tem como diferencial pelo menos dois mecanismos de proteção aos investidores. O fundo conta com uma subordinação de 4,5%, subscrita pelo próprio banco (que é obrigado a recompô-la caso ela atinja 3% ou menos).

Há a expectativa de que o fundo também incorpore os mesmos mecanismos de proteção dos fundos Itaúba de infraestrutura, que incluem a obrigação de recompra. Nos fundos de infra, em caso de inadimplemento ou vencimento antecipado, o banco recompra o ativo problemático pelo valor do saldo devedor, minimizando o impacto de eventuais perdas.

Restrita a investidores qualificados, a oferta será dividida em quatro séries, que oscilam entre R$ 1 bilhão e R$ 1,3 bilhão. A série mais curta vence em dois anos e, a mais longa, em cinco.

A rentabilidade-alvo do fundo é de 90% do CDI, com prêmios adicionais dependendo do prazo de cada série. Na mais curta, de dois anos, esse bônus é de 1,5% sobre a rentabilidade-alvo e, na mais longa, de cinco anos, é de 3%.

O público da oferta deve ser formado principalmente por investidores pessoa física — tendo em vista a isenção de imposto de renda — com uma captação reforçada pelos investidores private do banco.

***

Antes dessa oferta, a Itaú Asset já tinha um dos maiores Fiagros do mercado, o RURA11, com mais de R$ 1,5 bilhão em patrimônio líquido, com uma proposta diferente — visando à originação de ativos ligados ao agro para compor a carteira do fundo. Hoje, a gestora tem pelo menos R$ 3 bilhões sob gestão em ativos ligados ao AGRONEGÓCIO.

O lançamento também reflete a mudança de humor do mercado. Se há alguns anos o apetite era por retornos elevados, hoje a demanda é por estruturas que privilegiem previsibilidade e proteção contra perdas.



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