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segunda-feira, junho 1, 2026

Taxas de DIs avançam e fecham acima de 14% com precificação de Selic terminal mais alta e incertezas geopolíticas – Money Times

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(Imagem: inkdrop)

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta segunda-feira (1º) em alta em todos os vértices, com mercado precificando menos cortes na Seli neste ano e as incertezas sobre o avanço nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.

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A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu 11,5 pontos-base, em relação ao ajuste anterior, e fechou a 14,205% ante 14,090%.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 14,060%, na máxima intradia, ante 13,860% do fechamento anterior, alta de 20 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 14,075% ante 13,970% do fechamento da última sexta-feira (29), ganho de 10,5 pontos-base.

O mercado de títulos do Tesouro norte-americano estendeu o movimento da sessão anterior e os Treasuries fecharam sem direção única.

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O yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – terminou a 4,033% ante 4,014% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — ficou estável a 4,453% em relação ao fechamento da véspera.

Com o impasse nas negociações e novas declarações controversas de Washington e Teerã, os investidores continuaram a monitorar desdobramentos no cenário geopolítico.

Nesta segunda-feira (1º), autoridades iranianas indicaram que persistem divergências com os EUA nas negociações nucleares e sobre o futuro do Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que elevaram o tom contra Washington e Israel em relação ao cessar-fogo no Líbano.

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A agência iraniana Tasnim noticiou que Teerã suspendeu as conversas com Washington, incluindo a troca de textos por meio de mediadores, em protesto contra avanços de Israel no Líbano.

Do outro lado, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou não ter confirmação de que o Irã realmente está suspendendo as negociações, mas disse não se importar, segundo a CNBC.

Já no início da tarde, Trump reafirmou que as negociações com Teerã continuam em andamento, “em ritmo acelerado”, na rede social Truth.

No cenário doméstico, o mercado continuou a revisar as expectativas para a trajetória de juros com novos dados de inflação.

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Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) voltaram a ajustar as projeções para a inflação pela 12ª semana consecutiva, segundo o Boletim Focus divulgado nesta manhã.

As expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 subiram de 5,04% para 5,09%, permanecendo acima do teto da meta de inflação.

A aposta para o câmbio indicou leve apreciação do real. A estimativa para o dólar ao fim de 2026 caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16.

No caso da taxa básica de juros, a Selic, a projeção permaneceu estável em 13,25% em dezembro.

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Além do Focus, algumas casas de análise reajustaram a expectativa para Selic terminal. Entre elas, o Itaú BBA elevou a projeção para a taxa básica de juros de 13,25% para 13,75%.

Ainda sobre a Selic, as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 82% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho, contra 15% de chance de manutenção da taxa básica em 14,50% e 2,5% de possibilidade de redução de 50 pontos-base. A data de referência é da última sexta-feira (29), dado consolidado mais recente.

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