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segunda-feira, junho 1, 2026

A proposta da Riza para absorver ativos do Fiagro da Leste no RZAG11

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Quase seis meses depois de assumir o Fiagro de R$ 100 milhões da Leste (LSAG11), a Riza propôs aos cotistas que entreguem os ativos do fundo em troca de cotas do RZAG11, Fiagro de crédito da casa.

Com isso, a gestora unificará a estratégia de crédito em um apenas um veículo listado, reduzindo a distorção do valor de mercado do LSAG11, que negocia na bolsa com um desconto de 30% sobre valor patrimonial.

Para fazer essa mudança, que ainda depende da aprovação dos cotistas em assembleia, a Riza propôs uma emissão de cotas do RZAG11, de pouco mais de R$ 100 milhões, a ser inteiramente subscrita pelos ativos do LSAG11 — considerando o valor patrimonial.

Em troca, os cotistas do LSAG11 vão receber cotas do RZAG11.  Para os investidores do antigo fundo da Leste, uma vantagem óbvia é passar a ser cotista de um Fiagro bem menos descontado. Atualmente, as cotas do RZAG11 negociam com um desconto de 10% sobre o valor patrimonial, a R$ 8,79.

Além disso, há um benefício de liquidez. O RZAG11 possui um patrimônio líquido de R$ 666 milhões, negociando cerca de R$ 1,4 milhão por dia, enquanto o LSAG11 negocia apenas R$ 120 mil por dia.

A carteira do LSAG11

Desde que assumiu o LSAG11, a Riza vem mudando a composição da carteira, que originalmente tinha grande concentração em revendas agrícolas regionais. No mês de abril, a gestora ressaltou o trabalho feito para se desfazer de títulos corporativos de rentabilidade abaixo de CDI+3% ao ano, que prejudicavam o retorno do fundo.

Atualmente, o portfólio do LSAG11 está distribuído em uma CPR do grupo agropecuário Úbere (41% do patrimônio líquido), seguida por cotas do fundo Riza Kafé (15%), que financiou a produção de café da família que controla o laticínio dono da MARCA de manteiga Aviação. A revenda Semeagro e sementeiras Atafona também compõem as maiores alocações do fundo.

No fundo da Riza (RZAG11), os principais ativos dentro da carteira são um CRA da Sementes Atafona (16,9%), um do grupo baiano KPS Agropecuária (13,4%) e outro do grupo goiano Celini (9,1%).



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