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sexta-feira, agosto 28, 2026

Vinteum completa quatro anos e relembra feitos alcançados

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A Vinteum, organização dedicada ao desenvolvimento do Bitcoin, publicou nesta quinta-feira (27) um relatório em comemoração aos seus quatro anos. O destaque fica para o apoio de colaboradores já estabelecidos, mas também no auxílio a novos desenvolvedores que estão começando as suas carreiras.

Lucas Ferreira, fundador e diretor executivo da Vinteum, destaca que o quarto ano foi marcado pelo esforço para a organização se tornar mais sólida e duradoura.

“Depois de três anos criando programas e ajudando a formar uma comunidade técnica de Bitcoin no Brasil, os últimos 12 meses foram focados na continuidade: apoiar colaboradores já estabelecidos, ajudar novos desenvolvedores a construir carreiras duradouras no código aberto e fortalecer os sistemas internos.”

Seguindo, também nota que os colaboradores apoiados pela Vinteum agora trabalham em áreas como Bitcoin Core, rust-bitcoin, Lighting, carteiras, mineração, privacidade, testes, criptografia, observabilidade de rede e implementações alternativas de nós.

Vinteum dá destaque aos números alcançados em seu quarto ano

Fora da Vinteum, o texto aponta que muitos deles também conseguiram bolsas, empregos e relações com outros projetos.

Apresentando números exatos, a organização afirma ter recebido mais de 300 aplicações para a segunda turma do Bitcoin Dev Launchpad.

Deste total, 133 foram selecionados para iniciar o programa, 35 desenvolveram uma prova de conceito, 23 foram selecionados para uma residência em Florianópolis, 12 foram selecionados para bolsas da Vinteum e dois participantes sêniores passaram diretamente a receber bolsas.

Vinteum destaca números alcançados em seu quarto ano. Fonte: Vinteum/Reprodução.

Como pode ser observado na imagem acima, a Vinteum também destaca que mantém 8 bolsistas ativos e 13 participantes em seu programa de formação. Bem como 13 desenvolvedores brasileiros agora trabalham em tempo integral com desenvolvimento de código aberto do Bitcoin e 67 membros da comunidade estão envolvidos com o desenvolvimento da criptomoeda.

Trabalhos dos desenvolvedores também são destaques

Agora citando nomes, o relatório cita diversas contribuições feitas pelos desenvolvedores que receberam uma bolsa ou participaram do programa de formação da Vinteum.

  • Caio (K-YU): um de seus principais projetos foi concluir a integração do libbitcoin-system ao BitcoinFuzz.
  • Renato Britto: trabalha em diferentes áreas do ecossistema rust-bitcoin, com mentoria semanal do mantenedor Tobin Harding.
  • Victor André: trabalha em tempo integral com privacidade na comunicação ponto a ponto do Bitcoin e análise de rede, sob orientação de Edil Medeiros.
  • Jayr Motta: contribui em tempo integral para o Mujina, um projeto de firmware de código aberto para hardware de mineração de Bitcoin.
  • m4ycon: trabalha em tempo integral com monitoramento e observabilidade da rede do Bitcoin, estudando como transações e blocos se propagam pela rede e desenvolvendo ferramentas que permitem medir e analisar esse comportamento.
  • Octavio Lucca: trabalha em tempo integral com observabilidade da rede do Bitcoin, com foco crescente em levar infraestrutura de monitoramento e análise para o Floresta.
  • bc1cindy: trabalha em tempo integral com pesquisa e desenvolvimento de ferramentas de privacidade para o Bitcoin, sob mentoria de Yuval “nothingmuch” e Armin Sabouri.
  • Lucas Lima: trabalha em tempo integral com pesquisa e implementação do protocolo do Bitcoin, com foco em Fountain Codes, btcd e experimentação em nível de rede. Sua bolsa combina estudos de criptografia com desenvolvimento prático de protocolos.
  • Yan-pi: trabalha em tempo integral com infraestrutura de carteiras de Bitcoin, assumindo um papel cada vez maior no Bitcoin Dev Kit e recebendo mentoria regular do mantenedor do BDK, Leonardo Lima, e do Head of Research da Vinteum, Edil Medeiros.
  • allocz: trabalha em tempo integral com desempenho, uso de recursos e testabilidade do btcd.
  • Vinicius Cestari: trabalha em tempo integral com o Bitcoin Core e infraestrutura relacionada, com foco particular em comunicação entre processos e no libmultiprocess.
  • Isaque Franklin: segue uma trajetória de formação com forte foco em pesquisa, voltada a desenvolver a profundidade necessária para, futuramente, contribuir com a infraestrutura criptográfica do Bitcoin.
  • TheMhv: trabalha principalmente no Cashu e no Cashu Development Kit (CDK).
  • Bruno Garcia: continuou sendo um colaborador ativo do Bitcoin Core, com trabalhos concentrados em redes, fuzzing e nos subsistemas de scripts e carteiras.
  • Davidson Souza: concentrou-se em tornar o Floresta um projeto mais estruturado, atento à segurança e confiável.
  • Plebhash: concentrou-se em construir a infraestrutura necessária para uma adoção mais ampla e em nível de produção do Stratum V2.
  • ThgO.O: passou de participante do programa de formação da Vinteum a bolsista apoiado pela Vinteum em colaboração com a BTCPay Server Foundation.
  • Erick Cestari: concentrou-se em pesquisas de segurança no Bitcoin e na Lightning, combinando differential fuzzing, infraestrutura de fuzzing, revisão manual, testes ofensivos e análise de protocolos.
  • Chris G.: tem se concentrado em fortalecer as bases técnicas e organizacionais do Floresta.
  • Johnny Santos: entrou para a Vinteum em março de 2026 para trabalhar no P2Poolv2 e ajudar a fortalecer o conjunto de softwares de código aberto para mineração de Bitcoin.
  • Leonardo Lima: consolidou seu papel como mantenedor no ecossistema do Bitcoin Dev Kit (BDK).
  • Pins: continuou aprofundando seu trabalho no LND e no ecossistema mais amplo do protocolo Lightning.
Colaboradores da Vinteum. Fonte: Vinteum/Reprodução.

Mais detalhes sobre as contribuições dos desenvolvedores podem ser encontrados no relatório completo de quatro anos da Vinteum, que também dá destaque para outros nomes como Edil Medeiros, head de research da organização, André Neves, conselheiro, e Thaiz Batista, head de operações.

“O papel da Vinteum não é atuar como um porteiro, mas facilitar esses caminhos por meio de conhecimento técnico, mentoria, financiamento, conexões e comunidade. O objetivo não é controlar o processo, mas fortalecer um ecossistema capaz de formar e apoiar colaboradores por diferentes caminhos.”

Finalizando, o relatório também dá destaque para os eventos BitDevs, Bitcoin Students Day, Hack4Freedom, workshops e outras iniciativas técnicas, bem como para a Casa21, um espaço físico em São Paulo em paralelo ao trabalho online da organização.





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