Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (30/07) em forte alta de 2,11%, aos 177.600 pontos, em um pregão dominado pelo fluxo comprador. O Ibovespa avançou 1,88%, aos 177.158,86 pontos, na máxima do dia, acompanhando as fortes altas em Nova York e na Europa. O mercado reagiu ao PCE abaixo do esperado e aos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, enquanto o PIB norte-americano cresceu 1,5%, aquém das projeções. No Brasil, os juros futuros recuaram, apesar do déficit primário e do aumento da dívida pública.
Para os traders de mini-índice, Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3) ajudaram a sustentar o avanço, enquanto os grandes bancos tiveram desempenho misto. Nesta sexta-feira, último pregão da semana e de julho, a inflação ao produtor no Brasil e a repercussão do balanço da Vale podem elevar a volatilidade, com a temporada de resultados e as tensões no Oriente Médio ainda no radar.
Análise do gráfico de 15 minutos
Pelo gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão com forte movimento positivo, em um pregão amplamente dominado pela força compradora. O contrato fechou entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que mantém aberta a possibilidade de continuidade da alta, mas exige atenção diante da forte volatilidade registrada nos últimos dias.
Para prolongar o movimento comprador, considero necessária a entrada de força suficiente para superar a resistência em 178.220/178.565 pontos. O rompimento dessa faixa poderá levar o mini-índice em direção a 179.290/179.625 pontos. Em uma extensão do avanço, o objetivo mais longo estará em 180.245/180.670 pontos.
No sentido contrário, uma retomada da pressão vendedora dependerá da perda do suporte em 177.315/176.670 pontos. Caso essa região seja rompida, o movimento de baixa poderá ganhar fôlego e levar o contrato até 176.470/175.720 pontos. O alvo mais longo estará em 175.020/174.510 pontos.
No gráfico diário, o mini-índice formou uma forte barra compradora e encerrou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Apesar da melhora técnica, o contrato ainda atravessa um período de volatilidade e movimentação mais lateral. Por isso, será importante acompanhar se haverá força para prolongar a alta ou se o ativo passará por uma acomodação após o avanço recente.
Para confirmar a continuidade do fluxo comprador, o mini-índice precisará superar a resistência em 179.625/180.670 pontos. Acima dessa faixa, o objetivo inicial estará em 183.925/186.520 pontos.
Por outro lado, a retomada do movimento de baixa dependerá da perda dos suportes em 176.170/173.500/172.000 pontos. O rompimento dessas regiões poderá abrir caminho para 170.210/169.090 pontos. O IFR de 14 períodos está em 52,57 pontos, permanecendo em região neutra.
WINQ26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão com movimento positivo e acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Essa configuração reforça a recuperação do ativo, mas as regiões técnicas mais próximas serão determinantes para indicar se o fluxo comprador terá continuidade nesta sexta-feira.
Para prolongar o movimento de alta, será necessária a entrada de volume comprador capaz de superar a resistência em 178.565/179.625 pontos. Confirmado o rompimento, o contrato terá espaço para avançar em direção a 180.670/181.515 pontos e, posteriormente, buscar 183.215/183.925 pontos.
Já para retomar o fluxo de baixa, o mini-índice precisará perder o suporte em 176.230/174.000 pontos. Caso essa faixa seja rompida, o contrato poderá recuar até 173.500/172.430 pontos. Em uma extensão do movimento vendedor, os alvos mais longos estarão em 172.000/171.400 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)




