A Universidade de São Paulo (USP) anunciou a renovação de uma parceria de pesquisa em maio de 2026, quando a instituição recebeu a segunda fase da doação da empresa americana Ripple, emissora da criptomoeda XRP e a stablecoin RLUSD. A reportagem do portal Livecoins obteve acesso ao documento que destina a verba para entender melhor como vai funcionar o consórcio, publicado no último dia 28.
O convênio firmado destina recursos financeiros na ordem de 400 mil dólares para o caixa da fundação paulista. A coordenação do plano de trabalho ficará sob a tutela do professor Marcos Antonio Simplicio Junior.
O prazo oficial de vigência do contrato engloba o período de trinta e seis meses a contar da data de assinatura. A Escola Politécnica (Poli) encabeça a atuação nos laboratórios ao lado da Faculdade de Economia e Administração (FEA).
O Instituto de Pesquisas Avançadas (IEA), a Faculdade de Direito (FD) e a Escola de Comunicações e Artes (ECA) também participam da colaboração.
Trabalhos da USP abordam o uso da tecnologia blockchain em integração aos serviços sociais
O objetivo central do aporte internacional é impulsionar os pilares de ensino universitário, projetos de extensão e as pesquisas da academia. As pautas estudadas tratam do desenvolvimento de aplicações baseadas na tecnologia blockchain e na inteligência artificial em toda a instituição de ensino.
Os especialistas e estudantes paulistas vão focar na avaliação minuciosa dos riscos gerados pela integração destas novidades tecnológicas. A programação cita o estudo da modelagem de crédito aplicada aos ativos do mundo real em território latino-americano.
A exploração do ecossistema de infraestruturas descentralizadas tem como missão facilitar a adoção segura dos meios de pagamento na sociedade brasileira. Além disso, a pauta da pesquisa tenta mapear soluções focadas na distribuição equitativa dos créditos de carbono disponíveis.
Como parte dos resultados esperados, a USP indicou que até uma eventual colaboração com o Drex do Banco Central do Brasil pode acontecer.

Os dólares doados pela companhia dos Estados Unidos custeiam as despesas operacionais atreladas ao funcionamento de todo o maquinário da instituição paulista. Cerca de US$ 230 mil abastecem a folha de pagamento de bolsas para alunos de graduação e cientistas ativos.
Outros US$ 50 mil asseguram o fluxo contínuo dos pagamentos dos pesquisadores do programa de pós-doutorado vinculados aos temas estipulados. A universidade fará aquisições de equipamentos de informática com US$ 20 mil do orçamento da parceria aprovada.
A difusão do conhecimento adquirido pelas equipes tem o apoio direcionado a partir da organização de seminários setoriais abertos ao público em geral. O plano visa ajudar programas oficiais do país ligados às finanças e ampliar a colaboração dos polos intelectuais em âmbito mundial.




